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22 de nov de 2010

A vitória da razão dos fatos: falta de professores na rede estadual de SP faz governo repensar sua própria política

Finalmente, após dois anos, o governo do estado admite que falta generalizada de professores está sendo causada pelas próprias leis aprovadas por Serra em 2009 e pretende enviar, até o final do ano, projeto para alterar o período do contrato de um para dois anos, que atingiria os professores categoria "o" e que os colocaram na rua por 200 dias, sem poderem voltar para a rede.

Nós enquanto categoria tentamos com duas greves derrotar o governo, mas fomos derrotados, quase nenhuma vitória das mobilizações. E fomos derrotados não pelo governo em primeiro lugar, mas sim por nós mesmos professores, que não temos autoestima da categoria e a abandonamos na hora de luta, ficamos com medo de lutar e de contestar o governo e também os proprios rumos internos da Apeoesp. Nos alienando ficamos com medo, e este é o sentimento que os neoliberais, os burocratas e as elites querem que mantemos para deixarmos as coisas como estão.


Segundo reportagem da FOLHA.

Clique na manchete destacada ao lado e leia a reportagem na integra: Alunos da rede estadual de São Paulo ficam até 6 meses sem professor 20/11 - folha online



Encontro Nacional da INTERSINDICAL : Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora

Foram três dias de debates, onde as partes que compôem a Intersindical, a Consulta Popular, a Unidade Classista, a ASS (Alternativa Sindical Socialista) e a Resistência Popular se reuniram em Campinas para discutir e tirar linhas para a atuação da Intersindical na atual reorganização do movimento sindical, mantendo a posição de fazer as mudanças com a categoria, e não pela categoria, evitando qualquer possibilidade de criação de organismos apressados que já nascem burocratizados.


Resolução do III Encontro Nacional da Intersindical
13, 14 e 15 de novembro de 2010
Campinas / São Paulo

SEGUIR AMPLIANDO A INTERSINDICAL – UM INSTRUMENTO A SERVIÇO DE DESVELAR A LUTA DE CLASSES RUMO AO SOCIALISMO

As centenas de trabalhadores e trabalhadoras reunidos no III Encontro Nacional da Intersindical realizado entre os dias 13 e 15 de novembro de 2010 na cidade de Campinas /SP, após intensos debates acerca da realidade que vivemos no Brasil e no mundo e dos desafios que temos a enfrentar como um dos instrumentos que contribuem para reorganização do movimento da classe trabalhadora define como prioridade para o próximo período:
Seguir com unidade e coerência entre nossa elaboração e ação: Isso significa dizer que é preciso ver a realidade de nossa classe para além das fronteiras das nações. O Capital para recuperar-se de mais uma de suas crises intensificou os ataques à classe trabalhadora: demissões, redução de direitos e salários, é a formula fundamental para que o Capital busque a recuperação de seus lucros.
O Estado age como uma das principais contratêndencias para o que o Capital se recupere. Fartos recursos públicos injetados nas indústrias e bancos que logo se transformarão numa conta que o Estado cobrará dos trabalhadores.
O exemplo disso está por toda Europa, os governos preparam pacotes que vão desde a redução drástica dos programas sociais até eliminação de direitos dos trabalhadores. As greves gerais na Grécia no inicio desse ano contra as medidas impostas pelo governo em reduzir direitos e salários, as intensas greves gerais na França contra o pacote do governo que começa por aumentar a idade para aposentadoria dos trabalhadores. É o Estado cumprindo seu compromisso com a classe economicamente dominante: garantir fartos recursos ao Capital e cobrar essa fatura exatamente daqueles que produzem o lucro para esse mesmo Capital: os trabalhadores.
Nossa classe reage em intensas e extensas lutas em mais uma demonstração que a luta de classes pulsa de maneira densa, ora escancarada como se vive na Europa, ora oculta como em outros espaços desse mundo.
No Brasil a aparência do: “nada nos atingirá”: Em 2008 o governo dizia que a crise não chegaria aqui, para logo depois proclamar que ao chegar seria apenas uma marolinha. Para além da retórica do presidente a realidade: demissões em massa, redução de salários e direitos em categorias e regiões do país onde vários sindicatos e suas respectivas centrais pelegas ao invés de organizar a luta, escolheram a parceria com os patrões.
Já no segundo semestre de 2009 e por todo ano de 2010 a impressão que se manifesta no Brasil é que as saídas do Capital para crise tiveram um efeito “ameno” contra os trabalhadores. Pura expressão, nada mais do que uma forma que tenta ocultar o conteúdo.
O Estado se endividou até as tampas para garantir investimentos públicos para salvar empresas e bancos, isentou e diminuiu impostos das grandes indústrias e assistiu “indignado” o mesmo Capital demitir, arrochar salários e reduzir direitos.
A dívida que o Estado na Europa tentar colocar na conta dos trabalhadores logo chegará ao Brasil. Reformas, arrocho, maior intensificação dos ritmos de trabalho são as propostas dos patrões com o apoio dos governos que nos esperam em 2011.

CONTRA ESSES ATAQUES SÓ A ORGANIZAÇÃO E A LUTA QUE ROMPE COM AS CERCAS E NOS COLOCA EM MOVIMENTO COMO CLASSE.

A Intersindical não sucumbiu ao pacto com os patrões e seus respectivos governos, nas saídas impostas pelo Capital. Mais do que dizer não a redução de direitos e salários, organizamos a luta a partir dos locais de trabalho. Em seguida em vários ramos a partir de greves e paralisações da produção conseguimos reajustes salariais superiores a períodos anteriores, como garantimos a manutenção e ampliação de direitos.
Mas é preciso avançar ainda mais. O processo de precarização das condições de trabalho se intensifica através das terceirizações, contratos temporários, intensificação e aumento dos ritmos e da jornada que têm aumentado o número de acidentes, doenças e mortes nos locais de trabalho.
O necessário salto de qualidade é ampliar nossa organização e ação que rompa com as cercas impostas que nos dividem entre categorias, formais e informais, efetivos e terceirizados, desempregados, trabalhadores da cidade e do campo, imigrantes, isso tudo tem como objetivo explorar ainda mais nossa força de trabalho e fragmentar nossa luta.
A Intersindical seguirá organizando a luta a partir dos locais onde o Capital e seu Estado atacam a classe trabalhadora: nos locais de trabalho, moradia e estudo e seguirá tendo a iniciativa de unidade de ação com todas as organizações que não sucumbiram ao pacto com os patrões e seus governos e estão dispostas a ampliar a luta por nenhum direito a menos a para avançar nas conquistas.
A cada passo de nossa organização e luta a tarefa de desvelar o que o Capital e seus instrumentos tentam ocultar: a luta de classes e a necessidade de superar a sociedade capitalista e construir uma sociedade socialista.
Como prioridade já para o primeiro trimestre de 2011 organizarmos mobilizações nos locais de trabalho que reúnam as diversas categorias como passo que rompa com o corporativismo imposto pelos patrões e governos. Além disso, tomaremos a iniciativa de propor juntos a outras organizações do movimento sindical e popular que estejam dispostas a lutar a organização de um DIA NACIONAL DE LUTAS, que dever ser o inicio do processo das intensas mobilizações que devemos organizar contra os ataques que irão se intensificar no próximo período.

COM A CLASSE E NÃO EM SEU NOME
No processo de reorganização do movimento sindical, a Intersindical não sucumbiu ao mais do mesmo, ou seja, conseguimos consolidar e ampliar esse instrumento nascido em 2006 agindo nas contradições reais de nossa classe.
Não nos pautamos pela analise mecânica e superficial que basta decretar uma nova central para que os problemas de fragmentação da classe trabalhadora estejam resolvidos. E ao não abrir mão de seguir construindo a Intersindical- Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora, a ampliamos em diversos ramos e estados do país, pois o fizemos com a nossa classe e não apenas em seu nome.
Acreditamos que a criação de novos instrumentos que possam garantir unidade de organização e ação numa central sindical, serão frutos das ações que formos capazes de organizar a partir da base onde os trabalhadores vivem no dia a dia os ataques do capital e não a partir de decretos com data e hora pré-determinada em nome da classe, sem a classe.
A partir de nossa analise, do balanço, das ações organizativas e de luta que nos trouxeram até aqui o III Encontro Nacional decide seguir ampliando a Intersindical como um Instrumento de Organização e Luta que contribui de maneira determinante para o processo de reorganização que vivemos.
Intensificaremos a ampliação de nosso Instrumento de Organização, como ampliaremos nossas lutas nos locais de trabalho, estudo e moradia e seguiremos tendo as iniciativas necessárias de unidade de ação com as todas as demais organizações que estejam dispostas a de fato lutar.

POR NENHUM DIREITO A MENOS E PARA AVANÇAR NAS CONQUISTAS

PARA CONSTRUIR A GREVE GERAL

PARA DERROTAR O CAPITAL

AQUI ESTÁ A INTERSINDICAL !

Fotos do III Encontro Nacional da Intersindical, realizado em Campinas nos dias 13, 14 e 15 de novembro de 2010

fotos de : alessandro e rafaela







22 de out de 2010

Encontro Nacional da INTERSINDICAL 2010/Campinas















III ENCONTRO NACIONAL DA INTERSINDICAL
13, 14 e 15 de Novembro/10 em Campinas/SP

Companheiros/as,

Nos próximos dias 13, 14 e 15 de novembro na cidade de Campinas em São Paulo, realizaremos nosso III Encontro Nacional. Serão 3 dias dedicados a organização dos ramos presentes na Intersindical, consolidar nossas ações nas questões especificas de nossa classe como gênero, etnia e juventude para que sejam parte da luta geral da Intersindical. Dias para ler a realidade e com unidade e coerência entre nossa elaboração e ação, seguir nosso plano de ação e luta para enfrentar os ataques do Capital e seu Estado.

A Intersindical se consolida e amplia sua organização nacional, pois não se submeteu a política de parceria com os patrões e os governos, feita pela maioria das centrais sindicais que já nasceram para isso como a Força Sindical entre outras, ou por aquelas que deveriam estar com os trabalhadores e hoje estão contra como a CUT.

Nossa organização cresce porque também não se submeteu à lógica de construir novas centrais completamente distanciadas da classe trabalhadora, com fizeram aqueles que romperam com a Intersindical e se fundiram com outras organizações. Decretaram mais uma nova central e agora acham que basta conclamar os trabalhadores para que o problema da fragmentação esteja resolvido.

A Intersindical desde sua criação em 2006 fez a escolha pelo caminho mais difícil, porém necessário: enfrentar a fragmentação da classe a partir dos locais onde ela de fato acontece.

Nesses 4 anos estivemos a frente de várias mobilizações e greves que começam a dar saltos de qualidade em lutas que buscam romper o corporativismo das categorias impostas pelos patrões e seus governos.

Num ano eleitoral não nos submetemos à lógica institucional, seguimos organizando a luta a partir dos locais de trabalho, estudo e moradia.

Estamos na luta enfrentando os velhos e novos pelegos. Um ano de muitas eleições sindicais onde a Intersindical junto com os trabalhadores têm derrotado a pelegada. Seja consolidando direções onde já estamos e com as Oposições que organizadas a partir da base tem retomado importantes Sindicatos para luta.

Mantendo a independência em relação aos patrões e governos, a autonomia em relação aos partidos, estamos consolidando um instrumento que está acima das disputas internas.

Não nos sentimos órfãos de cargos, estamos na ação pratica contribuindo na reorganização do movimento retomando as tarefas abandonadas pela maioria absoluta das centrais.

Não negamos ao contrário reconhecemos a importância da construção de uma central sindical, mas ela será conseqüência da ação que temos por fazer junto com a classe.

Não estamos esperando o ascenso, como não esperamos a queda das direções pelegas, estamos organizando uma parcela importante e nada pequena da classe para derrubar aqueles que só têm como objetivo serem mediadores dos interesses do Capital.

Nosso Encontro Nacional que está sendo precedido de encontros nos estados acontece num momento onde o Capital segue buscando saídas para sua crise atacando a classe trabalhadora. Na Europa greves gerais na Grécia, paralisações e manifestações na Espanha, França, Itália, a classe se movimenta para resistir aos ataques.

No Brasil logo a aparência dará vez ao conteúdo. O governo Lula garantiu tudo que lhe foi pedido pelos representantes do Capital. Muito financiamento público nas obras de infra estrutura para atender as demandas das empresas, dinheiro público para salvar indústrias e bancos, isenções de impostos, que vão ter como resultado o estouro do déficit público.

No dia a dia da classe trabalhadora, aumento da jornada e do ritmo de trabalho, salários arrochados e junto a isso o endividamento cada vez maior dos trabalhadores.

O pacote já está montado para logo depois das eleições: congelamento de salários, mais arrocho e novamente a tentativa de reduzir salários e direitos.

Por isso o momento é de ampliar nossa organização, acumular forças nas lutas que já estamos travando para como classe enfrentarmos os patrões, seus governos e aliados. Nas lutas concretas a superação da sociedade de classes e a construção do socialismo.

Aqui está a Intersindical viva e presente na reorganização da classe

  • Contra o banco de horas, pela redução da jornada sem redução salarial
  • Mais e mesmos direitos para todos
  • Fim do Fator Previdenciário e da Alta Programada
  • Contra a criminalização do movimento sindical e popular
  • Pelo direito irrestrito de greve
  • Contra a fragmentação imposta pelos patrões e pelo governo, a partir dos locais de trabalho romper as cercas das categorias e construir a luta da classe
  • Contra as privatizações. Em defesa do serviço público e de qualidade para a população trabalhadora.
  • Romper as cercas das nações e ampliar a solidariedade internacional da classe trabalhadora

19 de out de 2010

Na justiça: A atribuição de aulas de 2010.

Sobre a questão da atribuição de aulas, a APEOESP ingressou na Justiça. No último dia 13 de outubro, a promotoria da 3ª Vara da Fazenda Pública convocou o Sindicato e a Secretaria de Estado da Educação para uma audiência pública. “A audiência ocorreu porque o Ministério Público entendeu que tínhamos razão na nossa tese”, comentou a direção do sindicato.

Depois de duas horas de discussão – intermediadas por um juiz e um promotor – , fixou-se, com relação à atribuição de aulas para os ACTs, que quatro pontos principais precisariam ser acordados para que se pudesse por fim à ação:

1) a classificação dos ACTs por faixa, de modo que os “Categoria F” apenas concorressem para a atribuição com professores da “Categoria F”; os da “Categoria L” com os da “Categoria L” e os da “Categoria O” com os da “Categoria O”, o que, na prática significa afirmar que haveria uma ordem de preferência entre eles, de modo que as aulas só seriam atribuídas para professores de uma categoria quando as possibilidades de atribuição de aulas para a categoria anterior estivesse esgotada;

2), a centralização do processo de atribuição de aulas para os professores ACTs nas Diretorias de Ensino, porque se assim não o for, o ponto anterior fica prejudicado;

3) a impossibilidade de se exigir nota mínima para os professores das “Categorias F e L” como condição para que eles possam lecionar;

4) eventuais ajustes no sistema de atribuição de aulas em virtude do que foi acordado nos itens anteriores. Uma nova audiência ficou agendada para o dia 26 de outubro.

5 de out de 2010

Diretoria de Ensino de São José dos Campos: Autoritarismo inconsequente.

A Dirigente de Ensino de São José dos Campos na última semana chamou os diretores de escola para uma reunião, segundo relatos totalmente autoritária, onde os diretores não podiam questionar o que estava sendo passado. A ordem era para que a direção das escolas fizesse todo tipo de pressão para que os professores não faltassem, interferindo inclusive no direito a licença-prêmio e aumentando a burocracia para conceder faltas abonadas, exigindo comprovantes e justificativas com atestados da forma mais burocrática possível.

A falta abonada é um processo lógico e racional, já que 6 dias no ano não somos pagos pelo Estado, e por isso temos o direito de faltar por 6 dias sem descontos no pagamento. Caso ocorra algum indeferimento é aconselhável pedir pagamento extra, não iremos de forma alguma trabalhar uma semana de graça para o Estado. A Justificativa para essa pressão toda é que a região de São José dos Campos teria sido a campeã em faltas em São Paulo. A direção da subsede da Apeoesp pediu uma reunião com a dirigente de ensino para receber maiores explicações.

A grande realidade é que com as mudanças na contratação dos temporários ocorridas na última gestão do PSDB em São Paulo a falta de professores substitutos e eventuais encontra-se em um estado generalizado, e o governo acaba jogando nas nossas costas a responsabilidade de "segurar as pontas" dentro das escolas. Os professores sofrem uma carga de stress das maiores possíveis entre os trabalhadores e o absenteísmo acaba sendo uma das formas de resistência cotidiana perante um trabalho tão precário quanto o nosso. São as faltas dentro da margem da lei, como as abonadas, que nos aliviam o dia-a-dia dentro da triste realidade das escolas públicas de São Paulo.

Não aceitaremos pressões desumanas e cruéis sobre a nossa categoria. Se for preciso nos mobilizaremos e realizaremos uma campanha na região contra essas atitudes inconseqüentes vindas da Diretoria de Ensino.

20 de set de 2010

Tese da Intersindical/ Congresso da Apeoesp - 2010

leia a tese da Intersindical para o Congresso da Apeoesp/2010.
tese numero 5, pagina 56.

14 de set de 2010

para pensarmos a teoria e prática militante:


5 SONHOS DO ZAPATISMO, 5 SONHOS PARA A RESISTÊNCIA

César Enrique Pineda Ramírez


18 de fevereiro de 2005.

Imaginem por um momento que o capitalismo é uma edificação. Uma voluptuosa e faraônica obra que a humanidade construiu nos séculos recentes. Um sólido muro, quase perfeito que não pode desintegrar-se, já que os materiais com que é feito são a dominação, a exploração e a alienação. Se alguém olha o muro, parece que não há forma de derrubá-lo. Parece impenetrável, inexpugnável. Não há maneira de escapar do muro.

Aproximen-se agora um pouco do muro. Olhem detidamente. Seus olhos têm que fazer um grande esforço. O muro... tem uma fenda. É uma pequena rachadura, quase imperceptível. Por essa abertura, se uma pessoa focaliza bem a vista, parece que se pode ver do outro lado. Mas a rachadura não deixa ver muito bem. É uma fissura, que parece, não faz nenhum dano à solidez do grande muro. Essa fissura,é o zapatismo.

O zapatismo nos ajuda a ver do outro lado. A sonhar com o outro lado, já que mal podemos ver uma pequeníssima parte. Alguns dizem, que esta idéia é uma ilusão, algo infantil, mal uma quimera juvenil, desorientada e confusa. Nós cremos que é uma possibilidade, uma rota por explorar, um caminho que quiçá podemos caminhar.

O zapatismo nos ajuda a pensar ao inverso. De fato, em muitas formas, é uma revolução ao inverso. É um exército que não usa suas armas. São revolucionários que falam de amor. É uma forma de fazer política que não procura tomar o poder. São indígenas pobres, não uma vanguarda iluminada cujo programa, liderança e carisma se tenha que seguir cegamente.

O zapatismo tem muitas possibilidades de interpretação e de leituras. Façamos uma mais. Reorganizemos as contribuições do zapatismo às resistências do México, América e o mundo, para dizer que são cinco.

Comecemos por uma delas.

1) Por um mundo onde caibam muitos mundos.

Diversidade e Identidade.

Durante muitos anos, de fato durante os últimos dois séculos, o pensamento humano e também dos movimentos de resistência foi construído sob algumas premissas básicas. O pensamento moderno, sob o influxo da ilustração, do pensamento newtoniano e depois do positivismo gerou a visão de que poderiamos construir a verdade a partir da racionalidade. Construiu-se a idéia de que poderiamos encontrar através da ciência, a verdade, e com ela, construir leis universais do funcionamento da história. Nossos movimentos, os movimentos de resistência históricos adotaram esta visão. Se encontrávamos e compreendíamos esse funcionamento, só era questão de seguir as pautas dessa verdade científica para construir a revolução.

Esta idéia sobre a verdade, a racionalidade e a ciência, gerou um marco de pensamento patriarcal, linear, mecanicista, teleológico, que ajudou muito na construção de uma modernidade desenvolvimentista e em constante expansão. A idéia de progresso, desenvolvimento e crescimento se adotou pela humanidade, pela esquerda e por nossos movimentos como um fato sem questionamento da evolução humana.

Mas esse pensamento ajudou muito ao funcionamento de um sistema que precisamente precisa crescer sem obstáculos. É o funcionamento do capitalismo. O capitalismo cresce, ou perece.

Esse pensamento está em crise hoje. O zapatismo se inscreve na desestruturação desse pensamento. É por que as bases deste pensamento modernizador, desenvolvimentista, positivista causaram vários estragos.

Os zapatistas, o zapatismo, propõem um mundo onde caibam muitos mundos. O zapatismo propõe a idéia da verdade múltipla frente às leis universais de verdades únicas. O EZLN disse que "as verdades nascem, crescem,desenvolvem-se, decaem e morrem". O pensamento dominante ou hegemônico ajudou a criar a idéia de que se tinha que homogeneizar,desenvolver, modernizar. Esta visão ajudou a arrasar a diferença, as culturas, "os diferentes" em nome de uma modernidade racional que avançava inexoravelmente para um mundo melhor. Os povos índios, mas não só eles, sofreram as conseqüências desta visão. O zapatismo se inscreve numa onda de novas idéias que nos dizem que a história não está escrita, que não necessariamente avançamos para um sistema melhor, e que o múltiplo e o diverso não são um obstáculo, senão que as diferenças são uma riqueza a proteger, a preservar. A diversidade nos ajuda a avançar. Um mundo onde caibam muitos mundos é a proposta de um outro mundo onde convive, em unidade, a diversidade, sem que uns se imponham a outros. Um mundo onde cabem todos, não é só uma idéia utópica do futuro, é uma forma de ver-nos, sonhar-nos, falar-nos entre nós. Hoje a política não se faz mais em nome de verdades científicas. O zapatismo é parte desta nova forma de pensar, que dizemos, é pensar ao inverso.

2) Que o que mande, mande obedecendo.

Estado e Poder.

É suficiente tomar o poder político?, concebido este como o poder do estado, o poder que se considerava como o único e o mais importante. O zapatismo, e nós, cremos que não. Que poder do estado é um poder inevitável, sim, mas não é todo o poder, nem é todo o político. Mais importante que quem esteja no poder dizem os zapatistas é que quem está no poder, mande, mas mande obedecendo. Esta idéia com que o zapatismo contribui, é de novo uma idéia ao inverso. A esquerda construiu uma idéia providencial e heróica da tomada do poder. O caminho da transformação ou da queda do capitalismo é uma grande odisséia, quase sempre encabeçada por um herói, enche de dor e sofrimento onde ao final do caminho, a vitória,isto é, a tomada do poder é a grande chegada, o grande dia, o momento em que se bifurca a história em duas grandes etapas. Num antes e num depois. A partir daí, e SÓ a partir daí, a história e o homem começavam a mudar. É o que Immanuel Wallerstein chama a estratégia de dois passos: tomar o poder e depois, e só depois, mudar ao mundo. A estratégia dos movimentos de resistência girava ao redor desta rota. Era uma estratégia digamos, estadocêntrica.

Mas esta idéia também se deteriorou, ainda que siga sendo muito importante. O zapatismo, ao propor que o que mande, mande obedecendo, reconhece a idéia da representatividade, mas com novos e coletivos controles democráticos. Concebe às direções e as lideranças como resultado de um processo coletivo democrático, não como a vanguarda clarificante que deve guiar-nos ao grande dia da transformação. A história do zapatismo também está cheia de exemplos de como o estado e sua força não são o único referencial e muitas vezes nem o mais importante em sua estratégia política. Evidente que há conflito frente ao estado dominante e as elites mexicanas que governam. O levante armado deixa claro isto. Mas seu atuar parece ser uma lógica muito mais ampla, sua agenda não só define o conflito estatal. Há outras áreas, "outra coisa" dizem os colegas zapatistas, que é desenvolver suas próprias forças, dialogar com o resto, pensar nas alternativas, falar delas. Tudo isso não necessariamente está unido de forma direta com o poder estatal.

Mandar obedecendo significa repensar o poder. Não é só uma proposta ética, senão uma proposta que desarticula a lógica do poder tal e como a conhecemos. Desarticular as regras do poder implica evidentemente a luta acima, contra os senhores do poder e a exploração mas também abaixo, entre nós, rompendo os esquemas de dominação em nossas famílias, trabalho e escolas; entre homens e mulheres, entre adultos e jovens, entre raças, em nossas organizações e coletivos, em nossas relações cotidianas. É gerar uma nova relação que permita a construção de um novo poder que decida de baixo para acima, que se autogoverne e determine a si mesmo. Implica construir uma ordem social alternativa e global.

Esta proposta é crítica do sistema imperante em seu conjunto e não só do governo da vez. É uma revisão à lógica do sistema e não só uma crítica aos dominadores. Mandar obedecendo significa também a subordinação do estado aos povos. Implica a democratização cada vez mais profunda do novo poder e o correspondente processo de devolução progressiva das funções usurpadas pelo estado à sociedade mesma. Não há que tomar o poder, senão construí-lo. Não há que tomar o sistema por assalto, há que deconstruí-lo e nesse processo experimentar, desenhar, sonhar, um sistema alternativo.

3) Somar e não rachar. Construir e não destruir. Convencer e não vencer. Representar e não suplantar.

Nova forma de fazer política.

Mas, como construir então um sistema alternativo global? O zapatismo com o "mandar obedecendo", e o "mundo onde caibam muitos mundos" propõe algumas pistas para isso. Propõem um terceiro elemento. A construção de um novo mundo, de um mundo outro, precisamente de outra política. A história da esquerda de nossos movimentos está cheia de tristes exemplos onde os piores vícios do poder dominante foram reproduzidos em nossas organizações, em nossas decisões, em nossas estratégias. É uma história que separava os meios dos fins. Se procurávamos um mundo melhor para todos, o socialismo, o comunismo ou a revolução a secas, isto justificava qualquer meio para se chegar a isso. Hoje, através da história, sabemos que este pensamento pragmático deixou muito que desejar e que as cooptações, a corrupção, o sectarismo, o vanguardismo, o setorialismo, o autoritarismo abalaram a credibilidade e a esperança dos povos que viram seus dirigentes revolucionários converter-se em ditadorezinhos em seus partidos, em suas organizações. Que viram enriquecer-se às classes que falavam de um mundo igualitário. Que viram reproduzir o poder que tanto se criticava. Os que se diziam dominados, convertiam-se em novos dominadores. Uma nova ética, fundada em espaços coletivos é condição imprescindível para um novo mundo.
Por isso o zapatismo propõe aos movimentos somar e não rachar, acostumados estes à divisão, à discussão estéril. Propõe construir e não destruir,acostumada a esquerda a dilapidar todo o feito de mudança para controlar tudo o que quer. O zapatismo propõe convencer e não vencer, acostumada a esquerda aos piores vícios do acordo a escuras, da votação que achata, do
acordo imposto. Propõe representar e não suplantar; construídas as organizações e os partidos com as vozes de muitos que na prática costumam ser a voz de um só.

Sem novos movimentos, que se desenvolvam, experimentem e atuem dentro de um novo marco ético, o outro mundo se afasta, com o descrédito frente aos olhos dos povos.

4) Há que caminhar ao ritmo do mais lento.

Revolução e sujeito de mudança.

Eliminando o velho vanguardismo, esse que dizia que se uma elite clarificada tinha o programa e a estratégia adequadas, as massas iriam correndo abraçar a revolução, o zapatismo entende mais a nossas estratégias de resistência e construção de alternativas como um processo. A imagem "ultra" de empurrar metas que ainda não são realizáveis se derruba frente à idéia de que há que caminhar ao ritmo do mais lento.
Eliminando de novo a intenção de impor idéias e estratégias que por muito corretas, por muito avançadas que sejam não podem ser cristalizadas sem o outro, sem os outros, que devem compartilhar, entender e enriquecer ditas propostas. Caminhar ao ritmo do mais lento é construir um processo coletivo para caminhar, e não correr deixando ao resto atrás.

Por outro lado, o mesmo levantamento rompia com o esquema do sujeito revolucionário. Enquanto uma parte da esquerda se nega a reconhecer que não só há um ator de transformação, o pensamento e a ação zapatista são um exemplo entre muitos outros de que nenhum setor tem um papel histórico predeterminado. E mais ainda, que a classe operária industrial, à que se atribuía um papel protagônico teve posições bem mais conservadoras frente à emergência de novos atores como os povos índios, os trabalhadores desempregados ou os movimentos de mulheres e pelo ambiente.

5) Há que caminhar perguntando.

Diálogo.

Finalmente os zapatistas dizem que há que caminhar perguntando. Toda a concepção zapatista é uma forte crítica ao pensamento ortodoxo de esquerda, mas mais ainda, ao pensamento moderno ilustrado. Caminhar perguntando implica o reconhecimento dos outros como atores para as alternativas e a construção, digamo-lo assim, revolucionária. Caminhar perguntando se inscreve numa visão profundamente democrática interna e externa dos atores. Implica reconhecer que podem existir outras estratégias, implica reconhecer que devem mediar estratégias de consulta e consenso ao interior de nossos movimentos e que o diálogo como forma de articulação é um veículo poderoso entre os movimentos para desarticular muitas formas de dominação de maneira radical.

A ação do EZLN está cheia de exemplos de caminhar perguntando: Desde processo de consulta e construção interna do zapatismo, até os processos de encontro nacional e internacional que o EZLN convocou em inumeras ocasiões aos movimentos. Em todos os casos, das cinco contribuições que comentamos aqui, a praxe zapatista representa um experimentar constante.
Não desejamos mitificar aqui a ação zapatista. Sabemos e conhecemos suas próprias limitações, contradições e erros. Parece-nos, no entanto, que o movimento zapatista faz contribuições ao pensamento crítico que não podemos deixar de lado porque são assinalamentos profundos de uma reconstituição de nossas formas de pensar e construir nosso horizonte utópico. Estas cinco contribuições se entrelaçam cada uma, estes cinco sonhos são como as cinco pontas de uma estrela, a zapatista que abre uma discussão universal sobre o poder, a diversidade, o estado, a revolução e as formas de fazer política. A estrela vzapatista não é um novo dogma. É uma fissura no pensamento hegemônico para pensar ao inverso e para olhar do outro lado do muro.

Gretas e fissuras do gordo muro capitalista

Retomemos, finalmente nossa idéia inicial. Voltemos ao muro sistêmico do qual falávamos ao começo desta intervenção. Olhemos novamente no muro,afastemos a vista. Saiamos do zapatismo. Procuremos finamente por toda a parede do capitalismo. Veremos, se soubermos ver, que há mais fissuras e coarteaduras. O Exército Zapatista de Libertação Nacional é um sintoma, um sinal, uma pista, um sinal entre muitas outras. Uma greta entre muitas outras.

Frente aos limites do sistema formal, frente à pobreza e a exclusão uma pequena parte dos povos resiste, mas também experimenta com novas formas de fazer relação humana. Os sem terra, os zapatistas, os piqueteros territorializam suas resistências, criando pequenas zonas, pequenas ilhas de libertação. Fissuras do sistema. Erros da Matriz. Outros mundos, "outras coisas" como dizem os zapatistas. Nesses espaços que não chegam a erosionar o funcionamento geral sistêmico, digamos a fortaleza do muro, no entanto, opõe-se uma ação e um pensamento diferente ao hegemônico. São laboratórios de experimentação: juntas de bom governo, assembléias populares, terras tomadas que produzem; são sinais, pistas de como se olha a vida, o mundo, do outro lado do muro. Frente à individualização e a concorrência se opõem o comunitarismo, a solidariedade e a cooperação. São espaços onde se deconstrói o pensamento dominante. São espaços onde vemos alguns sinais de como seria uma nova educação, novas relações de intercâmbio e de comércio, formas experimentais de produzir cultura e informação e o mais importante, formas novas de poder coletivo. Nessas experiências, mas também em muitas outras em todo o planeta, não há distinção entre lutas políticas e sociais, entre lutas materiais e
culturais. Igual se põe a mover a produção que questionar as relações hierárquicas e patriarcais. Igual há formas políticas de resistência frente ao capital e o neoliberalismo que reivindicação da identidade cultural local. Igual se luta local e nacionalmente que globalmente. Nesses espaços se começou a derrotar o poder simbólico que mantinha atados aos grupos subalternos. A greta no muro começou a alargar-se.

Pensamos que essas fendas, essas fissuras, essas ilhas de libertação podem crescer, podem articular-se. Podemos, como diz o Subcomandante Marcos, fazer de nossas ilhas uma barca para ir encontrar-nos. Uma fissura que se reúne com outra pode provocar que se desmorone uma parte do muro. Centenas de pequenas gretas, enredadas entre si, de muitas formas, de muitos tamanhos poderia quiçá, talvez, derrubar e fazer estourar ao muro por completo.

Não o sabemos com certeza. Quiçá valha a pena tentá-lo. Quiçá sim há algo melhor por trás do muro. Quiçá seja esse outro mundo, que dizemos, que é possível.

Enrique Pineda é integrante da agrupação mexicana Jovens em Resistência Alternativa e recém egresso da carreira de sociologia na Universidade Autônoma Metropolitana Xochimilco.
Contato: resistenciaglobaljra@yahoo.com.mx

21 de jul de 2010

UM ESPAÇO DE ORGANIZAÇÃO E LUTA COM A CLASSE E NÃO EM SEU NOME
É NESSA DIREÇÃO QUE A INTERSIDICAL CONTINUARÁ

1- A Intersindical- Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora completa 4 anos e ao contrário do que sentenciaram os que migraram para a decretação de mais uma nova central, não nos isolamos, mas sim ampliamos nossa construção.
2- Conseguimos nos dispondo à tarefa mais difícil: enfrentar a fragmentação da classe imposta pelo Capital que se dá a partir da base e com todas as limitações do momento em que vivemos estamos consolidando a Intersindical e nas ações cotidianas sem ser uma central, fazendo boa parte das tarefas abandonadas conscientemente pela maioria absoluta das centrais.
3- A Alternativa Sindical Socialista se empenha nessa construção antes mesmo da Intersindical ter se tornado realidade. Esse empenho parte de nossa leitura sobre a conjuntura, do processo histórico de lutas da classe trabalhadora e não fruto das vontades ou das leituras mecânicas, que olham, mas, não conseguem ver.
4- A proposta de construção da Intersindical nasce no encerramento de um ciclo onde os instrumentos mais importantes que a classe construiu nos últimos 30 anos se transformaram em seu contrário.
5- Da constatação de que a CUT como instrumento de organização da classe para luta contra o Capital e seu Estado, se transformou num instrumento de parceria com os patrões e completamente submissa ao governo Lula.
6- Superando a superficialidade conseguimos intervir nas contradições reais da classe, como por exemplo, entender que nessa CUT que nasceu com a classe e no encerramento desse ciclo se coloca contra a classe, tem em sua base centenas de sindicatos que embora filiados à central não se submetem à sua política e portanto estão em luta.
7- Com essa formulação a Intersindical tem em seu interior sindicatos que já se desfiliaram da CUT, sindicatos que embora filiados negam a concepção e pratica dessa central, como também sindicatos não filiados a nenhuma central. Além disso, avançamos na organização a partir dos locais de trabalho, estudo e moradia, o que nos possibilitou a retomada das Oposições Sindicais contra os velhos e novos pelegos.
8- Em 2008 não houve uma fissura precipitada no interior da Intersindical, mas sim a necessária firmeza de não admitir mais do mesmo, os velhos erros cometidos na trajetória daqueles que foram parte do processo de construção da CUT.
9- Por isso a Intersindical em seu II Encontro Nacional não sucumbiu à tentativa de repetir velhas fórmulas ao novo que apesar das dificuldades insiste em nascer. Não permitimos a interferência partidária do PSOL e do PSTU que tentaram impor uma unificação meramente formal e pautada pelo governo Lula através do reconhecimento legal das centrais sindicais. A proposta desses setores parte de sua lógica institucionalizada afirmando a representação em detrimento da organização junto à classe.
10- As correntes do Psol que romperam com a Intersindical hoje não reivindicam a Intersindical, mas sim tentam ficar a sombra do nome desse Instrumento que se amplia e contribui no processo de reorganização do movimento.
11- Essas correntes, junto à Conlutas e outros setores gastaram os últimos 2 anos em reuniões, seminários e mais reuniões para chegarem a Santos no que tentaram chamar de CONCLAT para decretar a fundação de mais uma central, mas não conseguiram.
12- Ao se pautar pela disputa interna e burocrática, sua estratégia busca respostas superficiais e somente na institucionalidade para afirmar que têm a solução para o problema da fragmentação. Mais uma vez, foram em nome da classe, sem a classe.
13- O que impediu a decretação da central é de ordem distinta do que listam para se acusarem mutuamente, nos espaços virtuais.
14- A diferença não está no que tentam mostrar em suas notas, onde afirmam que a unidade na forma organizativa não se consolidou por conta do caráter da central, ou de seu nome. O problema está na formação da coordenação, ou seja, as correntes órfãs de cargos divergiram sobre o espaço que cada uma teria.
15- Os que romperam com o congresso em Santos e continuam afirmando a necessidade imediata de construção de uma central, tentam ocultar que parte significativa ainda estão em sindicatos filiados à CUT, como bancários de Santos e Espírito Santo, ao mesmo tempo em que se auto-proclamam independentes dos patrões e governos, alguns seguem em federações orgânicas da CUT para receberem o imposto sindical e outros recebem taxa negocial paga pelos patrões durante as campanhas salariais como os Sindicatos dos Químicos que estão sob a direção de correntes internas do Psol no estado de São Paulo.
16- Se tivessem conseguido resolver suas divergências, acomodando as reivindicações de cada corrente, a central seria decretada e isso não passaria de um decreto, completamente distante da classe.
17- Ao afirmamos isso ao contrário do que muitos tentam nos acusar, não estamos negando a necessidade e a importância da construção de uma nova central. A central sindical necessária será fruto da ação que fizermos a partir da base da classe, que não se pauta no espontaneísmo e nem espera pelo ascenso, mas se prepara e trabalha para que o mesmo se recoloque em lutas que avancem para além da consciência em si e dêem o salto de qualidade da consciência para si.
18- A Intersindical- Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora não esteve em nenhum dos conclat’s, não temos tempo a perder nos espaços que se pautam pela disputa interna dos aparatos ou se colocam em movimento para tentar eleger a sucessora de Lula. Não serão nas discussões com as representações descoladas da luta real da classe trabalhadora que a necessária central sindical se concretizará, como a urgência do momento em que vivemos não está na construção da nova central, mas sim na reconstrução da unidade da classe.
19- É nessa direção que a Intersindical seguirá. Ampliando-se como instrumento de organização e luta e ao mesmo tempo reconstruindo a unidade na luta junto com as organizações que não se submeteram aos patrões, aos governos e seus aliados.
20- Diferente do que alguns tentam afirmar que nossas lutas se reduzem ao espaço das reivindicações imediatas da classe, a partir da ação organizada da classe temos demonstrado que é possível mais do que não se submeter à lógica de mediação com o capital e seu estado, avançar.
21- No ano de 2010 greves contra a terceirização como na Honda na região de Campinas, onde os trabalhadores na terceirizada LS da própria montadora foram à greve para garantir uma organização direta dos trabalhadores já que o sindicato que os representa formalmente foi montado pela empresa. Na Maxion também em Campinas 5 meses após o final da campanha salarial os trabalhadores além de conseguirem 5% de reajuste salarial garantiram clausula que impede a empresa de se utilizar da rotatividade para rebaixar salários.
22- Nas eleições sindicais estamos enfrentando os pelegos da Força, CUT, CTB e seus auxiliares. Fomos parte ativa e na maioria dos lugares direção nos processos eleitorais onde derrotamos a pelegada como nos Petroleiros de São José dos Campos/SP, Trabalhadores nos Correios de Mato Grosso, Metalúrgicos de Santos e Metalúrgicos de Limeira, Trabalhadores nos Correios de Campinas, contra a tentativa de divisão de base nos Sapateiros de Franca/SP, além de consolidar Oposições importantes como os Metalúrgicos de Gravataí/RS e reconstruindo nossa ação em Minas Gerais e no nordeste.
23- A campanha salarial dos metalúrgicos de Campinas, Santos, Limeira e São José dos Campos é o exemplo para desvelar o que tentam ocultar aqueles que querem a decretação imediata de uma nova central como única forma de garantir a unidade de ação para a luta. Há exatamente 13 anos os Sindicatos de Campinas, Limeira e Santos que são dirigidos pelos companheiros da ASS fazem campanha em conjunto com São José dos Campos esse ligado a Conlutas. Portanto a divergência que temos em relação ao processo de reorganização do movimento não nos impediu de termos a iniciativa de compor um bloco com esses companheiros nas campanhas salariais.
24- A experiência pratica garantiu na luta a melhor convenção coletiva do país, enquanto CUT, Força Sindical e CTB seguem reduzindo direitos e salários. No ano passado a partir das greves iniciadas por esse bloco tivemos a possibilidade real de uma greve geral dos metalúrgicos, não fosse mais uma vez as centrais pelegas terem abortado esse processo onde ainda estão na direção.
25- A Intersindical se tornou uma referencia para vários companheiros que mesmo em sindicatos filiados a outras centrais sindicais, se aproximam e a partir do contato com nossa elaboração e prática vão cada a qual no seu ritmo enfrentando suas contradições e rompendo com as centrais pelegas.
26- Temos a exata dimensão de nossas ações, sabemos que a Intersindical é ainda pequena diante da enormidade de nossa classe que hoje se encontra sob a direção daqueles que estão a serviço do Capital e seu Estado. Por isso nosso Encontro Nacional que acontece nos dias 13, 14 e 15 de novembro é o momento onde seguiremos firmes com unidade e coerência entre nossa formulação e ação que se afirmaram corretas. Avançaremos em nosso processo de ampliação e ao mesmo tempo seguiremos nas iniciativas que potencializam a unidade nas lutas com todas as demais organizações que estejam dispostas a concretizá-la para além da retórica na pratica.
27- A Alternativa Sindical Socialista é uma Organização que experimenta na pratica o que muitos ao divergir, não conseguem enxergar: nas lutas a partir das demandas vindas de onde os trabalhadores estão, vamos além do obrerismo ou do economicismo e conseguimos saltos de qualidade que permitem a discussão da luta estratégica da classe trabalhadora. A ASS tem como uma das prioridades de sua Organização, a Intersindical um instrumento que não se propõe a ser a solução para os problemas de fragmentação que hoje vive o movimento, mas sim contribuir no processo de reorganização da classe a partir da base, vivendo e não apenas falando a independência em relação aos patrões e governos e a cada luta da classe o acumulo de forças necessário para derrotar o Capital e construir a necessária sociedade socialista.

Alternativa Sindical Socialista
19 de Julho de 2010.

22 de jun de 2010

Notícias da Intersindical: Instrumento de luta e organização da classe trabalhadora

CHAPA 1 DOS METALÚRGICOS DE LIMEIRA DERROTA A FORÇA SINDICAL

Acabou na noite do dia 10 de junho a apuração dos votos das eleições dos Metalúrgicos de Limeira e região e mais uma vez os trabalhadores se colocaram em movimento para defender seu instrumento de organização e luta.

Novamente os patrões montaram sua chapa, para tentar submeter o Sindicato aos seus interesses. Dessa vez quem desembarcou em Limeira para cumprir a tarefa foi a Força Sindical.
Não adiantou a campanha milionária com outdoor’s, inserções diárias em TV e rádio e todo aparato e ganguesterismo próprios dessa central que foi criada para atender os patrões.
A CHAPA 1 venceu as eleições com 2.382 votos, contra os 867 votos da chapinha dos patrões.

Durante esses 3 anos os pelegos derrotados em 2007 tentaram dividir a base do Sindicato. Em Rio Claro foram várias as tentativas de criar um sindicato fantasma para impor a redução de salários e direitos e foram derrotados pelos trabalhadores que foram à luta defender o Sindicato dos Metalúrgicos de Limeira e região.

Mais uma vez os trabalhadores se movimentaram para defender seu Sindicato, a demonstração disso é a vitória da CHAPA 1 com mais de 90% dos votos em Rio Claro.

Essas eleições demonstraram o acerto de nossa ação no movimento real da classe trabalhadora. No ramo Metalúrgico hoje somos mais de 100 mil no estado de São Paulo, desde 97 os Metalúrgicos de Campinas, Limeira, Santos ( a partir de 2006) e São José dos Campos romperam com a Federação dos Metalúrgicos da CUT que como a Força Sindical entregou direitos dos trabalhadores.

São 13 anos garantindo na luta uma das melhores convenções coletivas no País que tem como uma das clausulas a estabilidade no emprego até a aposentadoria a todo trabalhador vitima de acidente ou doença provocada pelo trabalho que tenha deixado seqüela permanente.

Mais uma vitória daqueles que não se submeteram a parceria com o Capital e seu Estado, que se mantêm independentes dos patrões, governos e partidos.

A Intersindical- Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora esteve em todo esse processo junto com os metalúrgicos de Limeira.

Enquanto os Conclat’s aconteciam “em nome” da classe, sem a classe, a verdadeira Intersindical continua com os trabalhadores enfrentando os patrões e seus aliados no movimento sindical.


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Toda nossa solidariedade ao povo palestino
Contra Israel, seus tanques e armas: a luta internacional da classe trabalhadora

A Intersindical- Instrumento de Organização e Luta da Classe Trabalhadora, está junto do povo Palestino e se soma a sua luta por autodeterminação.

Na última segunda-feira Israel para avançar ainda mais contra a luta do Povo Palestino, atacou o navio que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Assassinaram ao menos 10 pessoas e prenderam todos os ativistas que estavam embarcados e tinham o objetivo de levar solidariedade àqueles que no dia a dia sofrem com o bloqueio, os assassinatos e toda forma de violência provocada por Israel.

Rapidamente a classe trabalhadora em diversos lugares no mundo se levantou contra mais esse ataque promovido pelos sionistas. Manifestações na Europa, Oriente e na América e mais um navio saiu ontem da Itália levando ajuda humanitária.

No Brasil as organizações do movimento sindical e popular já se organizam para ampliar as mobilizações em solidariedade ao povo Palestino, é dessa forma que vamos responder a violência de Israel que busca sua falsa legitimidade expropriando e matando milhares de palestinos.

Os EUA que segue procurando pretextos e bombas para atacar o Irã, agora pedem “cautela” para justa e legitima reação internacional de condenar mais um ato criminoso provocado por Israel.

Os palestinos há décadas lutam por sua autodeterminação, contra a expropriação, a exploração e a violência a que são submetidos. Todos os dias mulheres e homens trabalhadores, crianças e idosos sofrem as conseqüências da política de Israel que conta com total apoio do imperialismo estadunidense.

A Intersindical a exemplo de tantas outras ações de solidariedade ativa da classe trabalhadora mais uma vez se soma aos trabalhadores no mundo todo que se movimentam em defesa da causa Palestina.

1 de jun de 2010

Oposição Alternativa (MTS/PSTU) ganha as eleições da subsede de São José dos Campos

Depois da não validade das eleições de Dezembro, em que a Oposição Alternativa tinha ganho com um voto de diferença da ArtSind, a vitória se confirmou nas eleições da última quinta-feira (27/5) e a corrente da Conlutas ganhou a subsede com a maioria dos conselheiros eleitos, foram 13 contra 8 da Artsind/CUT.

Vieram de outras regiões do Estado vários militantes de outras correntes de oposição ajudarem a Oposição Alternativa, isso condiz com o acordo da Oposição Unificada, realizado em 2008 e que se configurou na Chapa 2 nas eleições daquele ano, e que provavelmente continuará nas eleições gerais de 2011. Estiveram em São josé dos Campos militantes da tendência Conspiração Socialista (Oposição Alternativa/Conlutas), do coletivo "Apeoesp na Escola e na Luta" (InterPsol) e da nossa corrente "Alternativa Sindical Socialista/ ASS" (Intersindical).

A conta desta segunda eleição, que não foi barata, pois reuniu um número grande de seguranças além do aluguel do espaço, já que a subsede não comporta nenhuma atividade da categoria, ficará para o caixa da subsede de São José dos Campos, e não para a sede central que possui mais recursos. O caixa da subsede está quebrado, segundo relatos de Conselheiros eleitos do MTS/PSTU que dirigem a Oposição Alternativa na cidade.

Agora é necessário manter a Artsind fora do sindicato nas próximas eleições através da unidade eleitoral das correntes de oposição, além de reestruturar o caixa da subsede. Para nós da ASS e setores independentes (assim como convidamos militantes da Conspiração Socialista para esta empreitada) é necessário trabalhar para a construção de um outro pólo de oposição à sede central em São José dos Campos, para definitivamente fortalecer a oposição à ArtSind em São José dos Campos. Isso se dará através da configuração de um novo grupo da oposição, que no momento apresenta apenas uma cara, o MTS, tendência ligada ao PSTU. Extremamente importante manter esse debate e trabalharmos para não hegemonização da oposição por um grupo apenas. A luta anticapitalista, de uma forma geral, é melhor construída, estabelecida e legitimada apenas através da diversidade de seus agentes sociais e políticos e dos debates que surgem através desta diversidade de pensamentos.

"As grandes transformações não começam "acima" (nas direções) e nem como fatos monumentais e épicos, e sim com movimentos pequenos em sua forma e que aparecem como irrelevantes para o político e o analista "de cima" (os que estão no poder, seja de direita ou esquerda). A história não se transforma a partir de praças cheias e multidôes indignadas, e sim, como assinala Carlos Aguirre Rojas, a partir da consciência organizada de grupos e coletivos que se conhecem e se reconhecem mutuamente, "abaixo" (com os excluídos) e à esquerda, constituem outra política."
(
Subcomandante Insurgente Marcos, em "Nem o Centro, Nem a Periferia: Sobre cores, calendários e geografias")


11 de mai de 2010


A greve e seus desdobramentos

O Estado de São Paulo está a 16 anos sobre o comando do PSDB, onde se aplicou um desmonte da educação pública, e profundos ataques sobre os professores, seguindo uma cartilha maléfica, aplicando as diretrizes neoliberais sobre a educação,l através de uma profundo arrocho salarial, municipalização do ensino, precarização das condições de trabalho, terceirização de serviços da escola, avaliações institucionais, prova seletiva para os professores temporários, avaliação por mérito e outros. E isso implicou em varias conseqüências para a educação e para os professores, tais como, a divisão dos professore, primeiramente com a municipalização, e, agora com os professores temporários em varias categorias (F, L e O), o fechamento de salas de aula e turnos de aula, o desemprego e o subemprego, sem contar o baixíssimo salário.

Em cima disto na Conferencia sobre educação da APEOESP se aprovou por greve para este ano, o que de fato ocorreu, com pontos e exigências corretos. Mas, sendo que algumas das reivindicações e uma das principais eram a anulação das leis 1093 (prova para contratação temporária – OFA’s) e a lei 1097 (avaliação por mérito), onde ambas foram aprovadas no ano passado, portanto aqui cabe uma pergunta, o momento de se iniciar o movimento não deveria ter sido o ano passado ?

Tivemos um movimento forte, mas não conseguimos as reivindicações exigidas, e com a não negociação, e a imposição da SEE de negociar somente com o fim do movimento grevista, o que de fato ocorreu, mesmo que contrariando vários professores que estavam na assembléia que decidiu por seu fim. Com isso abre-se negociação e o que ganhamos nada, absolutamente nada. A única coisa garantida foi o “direito” de reposição das aulas, mas sobre quais condições?

A reposição não irá tirar as faltas do prontuário do professor, o que pode prejudicar o professor em algumas coisas futuramente. No último CER o setor majoritário defendeu a reposição já, e depois vermos a questão das faltas, seja via pressão política ou via ação jurídica, mesmo tendo posições contraria a este encaminhamento. O setor majoritário defendia a reposição, chegando a alegar que a reposição seria para não prejudicar o ensino e os estudantes, mas a greve foi justamente em defesa do ensino e melhorias para o mesmo, que por conseqüência os estudantes seriam beneficiados.

Em cima disto defendemos a reposição de aulas desde que ocorra a anistia das faltas e o pagamento dos dias trabalhados não as aulas dadas.

Reposição somente com anistia das faltas.

Portanto devemos defender que os professores deveram fazer por escrito que pretendem repor as aulas, mas somente vão repor se as aulas forem retiradas do prontuário, protocolar e se necessário usar para fins jurídicos. Posição diferenciada da articulação que defende a reposição de imediato e somente depois ver se o governo retira as faltas ou não.

2 de mai de 2010

INTERSINDICAL é vitoriosa no Metalúrgicos de Santos e Região

Chapa 1 da INTERSINDICAL ganha as eleições nos Metalúrgicos de Santos.
Segue o resultado:
  • CHAPA 1: 1854 (Intersindical)
  • CHAPA 2: 604 (CUT/CTB)
  • Brancos: 13
  • Nulos: 32

Ganhamos em todas as urnas. Na Usiminas, nas metalúrgicas e nos aposentados.

Agora a tarefa é ampliar o trabalho de organização da luta a partir dos locais de trabalho, fazer uma campanha salarial com muita mobilização e a resposta aos pelegos que nos acusaram de fazer greves irresponsáveis está aí. A classe respondeu que contra a exploração do capital o caminho é a luta.

Leia mais aqui> INTERSINDICAL

28 de abr de 2010

O 1˚ DE MAIO É DA CLASSE TRABALHADORA E NÃO DA CONCILIAÇÃO COM O CAPITAL E SEU ESTADO

A história da classe trabalhadora é a história de suas lutas. Os direitos garantidos que temos hoje foram fruto da ação direta dos trabalhadores que enfrentaram os ataques do Capital e de seu Estado, não são concessões dos patrões e governos.
Há muito tempo atrás no coração do imperialismo, trabalhadores se colocaram em movimento e realizaram várias manifestações que resultaram numa greve geral.
No ano de 1886 na cidade de Chicago trabalhadores entram em luta pela redução da jornada de 13 para 8 horas e por melhores condições de trabalho. Nesse período mulheres tinham seus filhos dentro das fabricas e crianças trabalhavam em máquinas maiores que seus pequeninos corpos.
A repressão do Estado rapidamente é acionada e a Policia mata e fere centenas de trabalhadores durante as greves. Além disso, trabalhadores que se tornaram referencia no enfrentamento contra os patrões e o governo e lideraram importantes manifestações são presos e condenados a morte.
Os EUA já naquela época utilizavam-se da força de trabalho imigrante como forma de aumentar ainda mais a exploração. Eram alemães, russos, búlgaros, poloneses que viviam em situação de extrema miséria e morriam seja de fome, seja pelas péssimas condições de trabalho ou então através das balas do Estado.
Uma das principais palavras de ordem nas manifestações de Chicago mostram a duríssima situação a que estavam submetidos os trabalhadores: “ Pão ou sangue”.Os EUA, coração do sistema capitalista até hoje tenta ocultar essa intensa luta dos trabalhadores, que atravessou as fronteiras das nações e se transformou numa data internacional de luta da classe trabalhadora. Até hoje lá o Capital e seus governos tratam o 1˚de Maio como um dia normal de trabalho e é dessa forma que se referem à data, é o dia “do trabalho” e não da luta dos trabalhadores.
A CLASSE TRABALHADORA NO MUNDO SEGUE RESISTINDO E LUTANDO
Anos se passaram muitos direitos foram garantidos através da coragem e da luta de nossa classe, mas a exploração segue. Se hoje a jornada não é mais de 13, 14 horas existem as horas extras, o banco de horas e tantas outras formas de flexibilização da jornada. Crianças ainda trabalham, o processo de trabalho segue matando seja lentamente com as doenças ou através dos acidentes que aumentam a cada dia.
Os patrões avançam contra os direitos e os salários como forma de superar sua crise, para diminuir o preço da força de trabalho e retomarem seus lucros.
OS MEDIADORES DOS INTERESSES DO CAPITAL TENTAM TRANSFORMAR O 1˚ DE MAIO EM DIA DE FESTA E CONCILIAÇÃO
Infelizmente há alguns anos instrumentos que nasceram com a classe trabalhadora e hoje se transformaram em seu contrario como a CUT, abriram mão de organizar as manifestações de luta do 1˚de Maio. Ao invés da luta, muita festa, sorteio de prêmios financiados pelos patrões como Embraer, Votorantim, Vale entre outras e pelo governo Lula através da Petrobras, Banco do Brasil etc.
As empresas demitem, arrocham salários,impõe péssimas condições de trabalho e financiam a festa da Central que deveria estar junto com os trabalhadores, mas há muito tempo trabalha pelos interesses dos patrões, contra a classe trabalhadora.
A CUT hoje apenas disputa com a Força Sindical (central criada nos escritórios de RH das empresas, para cumprir o papel de impedir a luta dos trabalhadores) quem reúne mais multidão nos shows promovidos pelas duas centrais. Mas existem outras que embora menores cumprem o mesmo desserviço; CTB, UGT, Nova Central entre outras também tentam ocultar o significado dessa data com festas e sorteios.
COMEMORAM O QUE?
As centrais que hoje tentam transformar o 1˚ de Maio num dia de festa, comemoram certamente o pacto com o Capital que há tempos vêm fazendo. Acordos de redução salarial e de direitos, aceitação do banco de horas e outras formas de flexibilização da jornada, campanhas salariais em que aceitam as migalhas oferecidas pelos patrões. São as mesmas centrais que apóiam cegamente todas as medidas do governo Lula que atacaram os trabalhadores. Infelizmente seus atos no 1˚ de Maio servem para coroar essa aliança cruel contra a nossa classe.
A INTERSINDICAL ESTARÁ NOS LOCAIS DE TRABALHO, MORADIA E ESTUDO ORGANIZANDO AS MANIFESTAÇÕES DO 1˚ DE MAIO
E também participará dos atos em unidade com as organizações que não sucumbiram à parceira com os patrões e governos.
A Intersindical a exemplo do que fizemos no 8 de Março organizará as manifestações do 1˚ de Maio a partir dos locais de trabalho, moradia e estudo onde se dá o enfrentamento direito contra os patrões e o governo.
Nossa ação em cada região onde estamos passará por assembléias, panfletagens, mobilizações nas mais diversas categorias, afirmando o caráter de classe dessa data que é um patrimônio da luta da classe trabalhadora.
Também estaremos construindo em conjunto com as organizações que não sucumbiram às festas bancadas pelos patrões e pelo governo, ATOS DE LUTA DO 1˚de MAIO.Por nossos companheiros que tombaram na luta para que direitos fossem garantidos, por nossa geração que se mantém em movimento, pela futura geração de mulheres e homens trabalhadores continuamos a luta:
-NENHUM DIREITO A MENOS, PARA AVANÇAR NAS CONQUISTAS
- REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO SEM REDUÇÃO SALARIAL
- AUMENTO REAL NOS SALARIOS E MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO
- PELO FIM DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. E POR AUMENTO REAL NAS APOSENTADORIAS
- REFORMA AGRARIA E URBANA SOB CONTROLE DOS TRABALHADORES
- SAÚDE, EDUCAÇÃO, PREVIDENCIA, SANEAMENTO PUBLICO E DE QUALIDADE
- ROMPER AS CERCAS DAS NAÇÕES E CONSTRUIR A LUTA INTERNACIONAL DA CLASSE TRABALHADORA: EM DEFESA DAS CONQUISTAS DA REVOLUÇÃO CUBANA, SOLIDARIEDADE ATIVA AOS TRABALHADORES NO HAITI, PALESTINA E A TODOS AQUELES QUE LUTAM POR SUA AUTO-DETERMINAÇÃO E CONTRA O CAPITAL.
- DAS AÇÕES COTIDIANAS, A LUTA POR UMA SOCIEDADE SEM EXPLORADOS E EXPLORADORES, UMA SOCIEDADE SOCIALISTA.

Fonte: INTERSINDICAL

22 de abr de 2010

Apeoesp pode levar multa máxima por falar contra Serra

Segundo o parecer da procuradoria geral eleitoral, a Apeoesp é acusada de fazer anti-campanha eleitoral contra José Serra, em seus discursos e em suas faixas e cartazes, ao fazer referência a sua campanha para presidência e não apenas ao seu governo em São Paulo. O responsável pela acusação é o procurador geral da república Roberto Gurgel, acatando pedido do PSDB. O texto do documento ainda recomendo multa no valor máximo para a Apeoesp, devido a "gravidade" da atitude da Apeoesp. (reportagem, clique aqui)
Independente se vivemos em democracia ou ditadura, quando o Estado e os poderes do Capital querem, eles esmagam a luta dos trabalhadores, sejam com multas ou prisões. Mas de qualquer forma não deixa de ser desanimadora essa acusação de "eleitorismo" contra Apeoesp, poderiamos ser acusados de muitas coisas, inclusive distúrbios civis, mas uma direção eleitoreira e ligada organicamente ao PT, como é a nossa, nos leva a este tipo de acusação conservadora.

17 de abr de 2010

A INTERSINDICAL viva e presente na reorganização da classe trabalhadora


A Intersindical - Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora - criada em 2006 se consolidou com uma organização nacional presente em importantes sindicatos, oposições e coletivos em todas as regiões do País por não se pautar pelas disputas estéreis em busca de construir instrumentos que distanciados da classe repetem os velhos erros do ciclo que se encerra.

Nos construímos tendo como princípios fundamentais de nossa ação a organização da luta a partir dos locais de enfrentamento da classe contra o Capital e seu Estado, a independência dos trabalhadores em relação aos patrões e governos, a autonomia em relação aos partidos políticos, a formação como ferramenta que potencializa nossa ação, a solidariedade concreta da classe que rompe as cercas das categorias, dos vínculos de formalidade e das nações.

Nesses 4 anos de existência restabelecemos ações de solidariedade concreta entre a classe, como as paralisações nas regiões de Campinas e Baixada Santista/SP em solidariedade aos trabalhadores na Volks que lutavam contra as demissões, bem como as iniciativas de mobilização em solidariedade aos metalúrgicos na GM de SJC/SP que lutavam contra o banco de horas e a redução salarial.

A partir da analise densa da realidade intervimos na conjuntura não pelo caminho que levou boa parte da esquerda a priorizar as ações institucionais em detrimento da luta direta dos trabalhadores. Na crise quando muitos marchavam juntos com a Força Sindical, UGT e demais organizações de conciliação com os patrões, a Intersindical estava nos locais de trabalho parando a produção e a circulação de mercadorias, lutando contra a tentativa do Capital em reduzir direitos, salários e seguir com as demissões.

Estamos nas principais disputas contra os velhos e novos pelegos. Afirmando direções nos Sindicatos comprometidas com luta da classe trabalhadora, organizando e apoiando Oposições sindicais e coletivos que se formam para enfrentar os mediadores dos interesses do Capital e seus governos.

Num trabalho duro enfrentando as limitações que ainda temos, nosso esforço diário é estar com classe e não pela classe, para não estar no próximo passo fazendo contra a classe trabalhadora, como várias organizações que hoje se transformaram em instrumentos que atacam a classe para defender os interesses dos patrões e do governo.

Por estarmos com a classe e não pela classe nesse pouco tempo de existência nos consolidamos como uma Organização que é reconhecida não por retórica, mas por ação pratica e direta no cotidiano da classe trabalhadora.

Certamente é por isso que aqueles que mecanicamente numa ação completamente distanciada da classe, insistem em tentar criar uma confusão na vanguarda dos trabalhadores, usando o nosso nome, mas não conseguem o resultado que esperavam.
A Conlutas e os setores do Psol que romperam com a Intersindical no inicio de 2009 tentam através de seus chamados para o congresso que fundará uma nova central dizer que a Intersindical está nesse processo e agora propõem que o nome dessa central seja Conlutas-Intersindical, com argumento que serão as duas organizações a deixar de existir a partir do congresso de junho de 2010.

Tentam desesperadamente essa confusão, pois segundo seus próprios documentos públicos afirmam honestamente que o congresso que fundará a nova central, não terá a participação real da classe, serão pouquíssimos sindicatos presentes (informes no site da Conlutas dão conta de 40 sindicatos e 20 movimentos populares) o que resultará num congresso que terá a participação de organizações, “representações” da classe.

Reafirmamos que embora tenhamos divergências no debate de reorganização do movimento tanto com a Conlutas, como com aqueles que romperam com a Intersindical e hoje tentam se intitular como “Intersindical- instrumento de luta, unidade da classe e de construção de uma central”, isso não nos impedirá de seguir construindo a unidade na luta concreta da classe trabalhadora.

Mas a unidade não se constrói por vontade política, por intenções em discursos e muito menos com praticas oportunistas, como a que infelizmente os que estão na convocação do congresso da nova central estão fazendo. Não será o uso indevido da nossa logomarca que como outras se consolidou em importantes setores da classe trabalhadora, que trará os trabalhadores para essa nova central.

É a partir da analise da realidade que a Intersindical- Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora, não participará de nenhum dos chamados “Conclat’s que se realizam até o final do 1˚semestre de 2010.

Um deles tem como o objetivo reunir CUT, CTB, Força Sindical, UGT e outras centrais sindicais e movimentos populares para construir uma agenda que tem como objetivo “impedir a volta do neoliberalismo ao País”, como se essa forma do capital se manifestar a partir da década de 90 e nada mais é do que forma, pois o conteúdo é o mesmo,tenha sido superada com a vitória do PT em 2002. Ou seja, esse encontro tem como objetivo colocar em campanha eleitoral as entidades que o convocam para tentar emplacar a sucessora de Lula a presidência da Republica.

O outro encontro reúne os setores que se colocam à esquerda e infelizmente hoje muito mais na retórica do que na ação pratica. Chamam a unidade da classe através da construção de uma “nova representação” da classe trabalhadora. Buscam desesperadamente a fundação da nova central até o fim do primeiro semestre, para que o calendário eleitoral não seja prejudicado. Argumentam que para superar a fragmentação hoje colocada é necessária a construção imediata de uma nova central. São esses mesmos setores que no cotidiano das disputas contra os instrumentos que hoje trabalham contra a classe não conseguem ao menos estarem juntos nas mesmas chapas. Exemplos como o Sinsprev-DF são didáticos, onde a divisão daqueles que estão inscritos para fundar uma nova central, possibilitou a vitória da CUT nas eleições desse Sindicato.

A Intersindical não participará do congresso que auto-proclamará a criação de uma nova central, bem como não deixará de existir como tentam de maneira oportunista dizer aqueles que infelizmente não conseguiram se consolidar na base da classe.

A central sindical necessária para classe trabalhadora será fruto da tarefa mais difícil, ou seja, reconstruir a unidade de ação a partir dos locais de trabalho, no enfrentamento direito da classe contra o Capital e seu Estado. Essa unidade não será construída através de decretos para depois buscar a classe.

Para seguir a luta por nenhum direito a menos, para avançar nas conquistas e das ações cotidianas construir como necessidade real da humanidade uma sociedade sem explorados e exploradores, uma sociedade socialista, AQUI ESTÁ A INTERSINDICAL VIVA E PRESENTE NA LUTA DA CLASSE TRABALHADORA.

fonte: INTERSINDICAL

foto/operário: alessandro zapa (30/3/2009- ato unificado das centrais)