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11 de mai de 2010


A greve e seus desdobramentos

O Estado de São Paulo está a 16 anos sobre o comando do PSDB, onde se aplicou um desmonte da educação pública, e profundos ataques sobre os professores, seguindo uma cartilha maléfica, aplicando as diretrizes neoliberais sobre a educação,l através de uma profundo arrocho salarial, municipalização do ensino, precarização das condições de trabalho, terceirização de serviços da escola, avaliações institucionais, prova seletiva para os professores temporários, avaliação por mérito e outros. E isso implicou em varias conseqüências para a educação e para os professores, tais como, a divisão dos professore, primeiramente com a municipalização, e, agora com os professores temporários em varias categorias (F, L e O), o fechamento de salas de aula e turnos de aula, o desemprego e o subemprego, sem contar o baixíssimo salário.

Em cima disto na Conferencia sobre educação da APEOESP se aprovou por greve para este ano, o que de fato ocorreu, com pontos e exigências corretos. Mas, sendo que algumas das reivindicações e uma das principais eram a anulação das leis 1093 (prova para contratação temporária – OFA’s) e a lei 1097 (avaliação por mérito), onde ambas foram aprovadas no ano passado, portanto aqui cabe uma pergunta, o momento de se iniciar o movimento não deveria ter sido o ano passado ?

Tivemos um movimento forte, mas não conseguimos as reivindicações exigidas, e com a não negociação, e a imposição da SEE de negociar somente com o fim do movimento grevista, o que de fato ocorreu, mesmo que contrariando vários professores que estavam na assembléia que decidiu por seu fim. Com isso abre-se negociação e o que ganhamos nada, absolutamente nada. A única coisa garantida foi o “direito” de reposição das aulas, mas sobre quais condições?

A reposição não irá tirar as faltas do prontuário do professor, o que pode prejudicar o professor em algumas coisas futuramente. No último CER o setor majoritário defendeu a reposição já, e depois vermos a questão das faltas, seja via pressão política ou via ação jurídica, mesmo tendo posições contraria a este encaminhamento. O setor majoritário defendia a reposição, chegando a alegar que a reposição seria para não prejudicar o ensino e os estudantes, mas a greve foi justamente em defesa do ensino e melhorias para o mesmo, que por conseqüência os estudantes seriam beneficiados.

Em cima disto defendemos a reposição de aulas desde que ocorra a anistia das faltas e o pagamento dos dias trabalhados não as aulas dadas.

Reposição somente com anistia das faltas.

Portanto devemos defender que os professores deveram fazer por escrito que pretendem repor as aulas, mas somente vão repor se as aulas forem retiradas do prontuário, protocolar e se necessário usar para fins jurídicos. Posição diferenciada da articulação que defende a reposição de imediato e somente depois ver se o governo retira as faltas ou não.

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