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28 de abr de 2010

O 1˚ DE MAIO É DA CLASSE TRABALHADORA E NÃO DA CONCILIAÇÃO COM O CAPITAL E SEU ESTADO

A história da classe trabalhadora é a história de suas lutas. Os direitos garantidos que temos hoje foram fruto da ação direta dos trabalhadores que enfrentaram os ataques do Capital e de seu Estado, não são concessões dos patrões e governos.
Há muito tempo atrás no coração do imperialismo, trabalhadores se colocaram em movimento e realizaram várias manifestações que resultaram numa greve geral.
No ano de 1886 na cidade de Chicago trabalhadores entram em luta pela redução da jornada de 13 para 8 horas e por melhores condições de trabalho. Nesse período mulheres tinham seus filhos dentro das fabricas e crianças trabalhavam em máquinas maiores que seus pequeninos corpos.
A repressão do Estado rapidamente é acionada e a Policia mata e fere centenas de trabalhadores durante as greves. Além disso, trabalhadores que se tornaram referencia no enfrentamento contra os patrões e o governo e lideraram importantes manifestações são presos e condenados a morte.
Os EUA já naquela época utilizavam-se da força de trabalho imigrante como forma de aumentar ainda mais a exploração. Eram alemães, russos, búlgaros, poloneses que viviam em situação de extrema miséria e morriam seja de fome, seja pelas péssimas condições de trabalho ou então através das balas do Estado.
Uma das principais palavras de ordem nas manifestações de Chicago mostram a duríssima situação a que estavam submetidos os trabalhadores: “ Pão ou sangue”.Os EUA, coração do sistema capitalista até hoje tenta ocultar essa intensa luta dos trabalhadores, que atravessou as fronteiras das nações e se transformou numa data internacional de luta da classe trabalhadora. Até hoje lá o Capital e seus governos tratam o 1˚de Maio como um dia normal de trabalho e é dessa forma que se referem à data, é o dia “do trabalho” e não da luta dos trabalhadores.
A CLASSE TRABALHADORA NO MUNDO SEGUE RESISTINDO E LUTANDO
Anos se passaram muitos direitos foram garantidos através da coragem e da luta de nossa classe, mas a exploração segue. Se hoje a jornada não é mais de 13, 14 horas existem as horas extras, o banco de horas e tantas outras formas de flexibilização da jornada. Crianças ainda trabalham, o processo de trabalho segue matando seja lentamente com as doenças ou através dos acidentes que aumentam a cada dia.
Os patrões avançam contra os direitos e os salários como forma de superar sua crise, para diminuir o preço da força de trabalho e retomarem seus lucros.
OS MEDIADORES DOS INTERESSES DO CAPITAL TENTAM TRANSFORMAR O 1˚ DE MAIO EM DIA DE FESTA E CONCILIAÇÃO
Infelizmente há alguns anos instrumentos que nasceram com a classe trabalhadora e hoje se transformaram em seu contrario como a CUT, abriram mão de organizar as manifestações de luta do 1˚de Maio. Ao invés da luta, muita festa, sorteio de prêmios financiados pelos patrões como Embraer, Votorantim, Vale entre outras e pelo governo Lula através da Petrobras, Banco do Brasil etc.
As empresas demitem, arrocham salários,impõe péssimas condições de trabalho e financiam a festa da Central que deveria estar junto com os trabalhadores, mas há muito tempo trabalha pelos interesses dos patrões, contra a classe trabalhadora.
A CUT hoje apenas disputa com a Força Sindical (central criada nos escritórios de RH das empresas, para cumprir o papel de impedir a luta dos trabalhadores) quem reúne mais multidão nos shows promovidos pelas duas centrais. Mas existem outras que embora menores cumprem o mesmo desserviço; CTB, UGT, Nova Central entre outras também tentam ocultar o significado dessa data com festas e sorteios.
COMEMORAM O QUE?
As centrais que hoje tentam transformar o 1˚ de Maio num dia de festa, comemoram certamente o pacto com o Capital que há tempos vêm fazendo. Acordos de redução salarial e de direitos, aceitação do banco de horas e outras formas de flexibilização da jornada, campanhas salariais em que aceitam as migalhas oferecidas pelos patrões. São as mesmas centrais que apóiam cegamente todas as medidas do governo Lula que atacaram os trabalhadores. Infelizmente seus atos no 1˚ de Maio servem para coroar essa aliança cruel contra a nossa classe.
A INTERSINDICAL ESTARÁ NOS LOCAIS DE TRABALHO, MORADIA E ESTUDO ORGANIZANDO AS MANIFESTAÇÕES DO 1˚ DE MAIO
E também participará dos atos em unidade com as organizações que não sucumbiram à parceira com os patrões e governos.
A Intersindical a exemplo do que fizemos no 8 de Março organizará as manifestações do 1˚ de Maio a partir dos locais de trabalho, moradia e estudo onde se dá o enfrentamento direito contra os patrões e o governo.
Nossa ação em cada região onde estamos passará por assembléias, panfletagens, mobilizações nas mais diversas categorias, afirmando o caráter de classe dessa data que é um patrimônio da luta da classe trabalhadora.
Também estaremos construindo em conjunto com as organizações que não sucumbiram às festas bancadas pelos patrões e pelo governo, ATOS DE LUTA DO 1˚de MAIO.Por nossos companheiros que tombaram na luta para que direitos fossem garantidos, por nossa geração que se mantém em movimento, pela futura geração de mulheres e homens trabalhadores continuamos a luta:
-NENHUM DIREITO A MENOS, PARA AVANÇAR NAS CONQUISTAS
- REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO SEM REDUÇÃO SALARIAL
- AUMENTO REAL NOS SALARIOS E MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO
- PELO FIM DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. E POR AUMENTO REAL NAS APOSENTADORIAS
- REFORMA AGRARIA E URBANA SOB CONTROLE DOS TRABALHADORES
- SAÚDE, EDUCAÇÃO, PREVIDENCIA, SANEAMENTO PUBLICO E DE QUALIDADE
- ROMPER AS CERCAS DAS NAÇÕES E CONSTRUIR A LUTA INTERNACIONAL DA CLASSE TRABALHADORA: EM DEFESA DAS CONQUISTAS DA REVOLUÇÃO CUBANA, SOLIDARIEDADE ATIVA AOS TRABALHADORES NO HAITI, PALESTINA E A TODOS AQUELES QUE LUTAM POR SUA AUTO-DETERMINAÇÃO E CONTRA O CAPITAL.
- DAS AÇÕES COTIDIANAS, A LUTA POR UMA SOCIEDADE SEM EXPLORADOS E EXPLORADORES, UMA SOCIEDADE SOCIALISTA.

Fonte: INTERSINDICAL

22 de abr de 2010

Apeoesp pode levar multa máxima por falar contra Serra

Segundo o parecer da procuradoria geral eleitoral, a Apeoesp é acusada de fazer anti-campanha eleitoral contra José Serra, em seus discursos e em suas faixas e cartazes, ao fazer referência a sua campanha para presidência e não apenas ao seu governo em São Paulo. O responsável pela acusação é o procurador geral da república Roberto Gurgel, acatando pedido do PSDB. O texto do documento ainda recomendo multa no valor máximo para a Apeoesp, devido a "gravidade" da atitude da Apeoesp. (reportagem, clique aqui)
Independente se vivemos em democracia ou ditadura, quando o Estado e os poderes do Capital querem, eles esmagam a luta dos trabalhadores, sejam com multas ou prisões. Mas de qualquer forma não deixa de ser desanimadora essa acusação de "eleitorismo" contra Apeoesp, poderiamos ser acusados de muitas coisas, inclusive distúrbios civis, mas uma direção eleitoreira e ligada organicamente ao PT, como é a nossa, nos leva a este tipo de acusação conservadora.

17 de abr de 2010

A INTERSINDICAL viva e presente na reorganização da classe trabalhadora


A Intersindical - Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora - criada em 2006 se consolidou com uma organização nacional presente em importantes sindicatos, oposições e coletivos em todas as regiões do País por não se pautar pelas disputas estéreis em busca de construir instrumentos que distanciados da classe repetem os velhos erros do ciclo que se encerra.

Nos construímos tendo como princípios fundamentais de nossa ação a organização da luta a partir dos locais de enfrentamento da classe contra o Capital e seu Estado, a independência dos trabalhadores em relação aos patrões e governos, a autonomia em relação aos partidos políticos, a formação como ferramenta que potencializa nossa ação, a solidariedade concreta da classe que rompe as cercas das categorias, dos vínculos de formalidade e das nações.

Nesses 4 anos de existência restabelecemos ações de solidariedade concreta entre a classe, como as paralisações nas regiões de Campinas e Baixada Santista/SP em solidariedade aos trabalhadores na Volks que lutavam contra as demissões, bem como as iniciativas de mobilização em solidariedade aos metalúrgicos na GM de SJC/SP que lutavam contra o banco de horas e a redução salarial.

A partir da analise densa da realidade intervimos na conjuntura não pelo caminho que levou boa parte da esquerda a priorizar as ações institucionais em detrimento da luta direta dos trabalhadores. Na crise quando muitos marchavam juntos com a Força Sindical, UGT e demais organizações de conciliação com os patrões, a Intersindical estava nos locais de trabalho parando a produção e a circulação de mercadorias, lutando contra a tentativa do Capital em reduzir direitos, salários e seguir com as demissões.

Estamos nas principais disputas contra os velhos e novos pelegos. Afirmando direções nos Sindicatos comprometidas com luta da classe trabalhadora, organizando e apoiando Oposições sindicais e coletivos que se formam para enfrentar os mediadores dos interesses do Capital e seus governos.

Num trabalho duro enfrentando as limitações que ainda temos, nosso esforço diário é estar com classe e não pela classe, para não estar no próximo passo fazendo contra a classe trabalhadora, como várias organizações que hoje se transformaram em instrumentos que atacam a classe para defender os interesses dos patrões e do governo.

Por estarmos com a classe e não pela classe nesse pouco tempo de existência nos consolidamos como uma Organização que é reconhecida não por retórica, mas por ação pratica e direta no cotidiano da classe trabalhadora.

Certamente é por isso que aqueles que mecanicamente numa ação completamente distanciada da classe, insistem em tentar criar uma confusão na vanguarda dos trabalhadores, usando o nosso nome, mas não conseguem o resultado que esperavam.
A Conlutas e os setores do Psol que romperam com a Intersindical no inicio de 2009 tentam através de seus chamados para o congresso que fundará uma nova central dizer que a Intersindical está nesse processo e agora propõem que o nome dessa central seja Conlutas-Intersindical, com argumento que serão as duas organizações a deixar de existir a partir do congresso de junho de 2010.

Tentam desesperadamente essa confusão, pois segundo seus próprios documentos públicos afirmam honestamente que o congresso que fundará a nova central, não terá a participação real da classe, serão pouquíssimos sindicatos presentes (informes no site da Conlutas dão conta de 40 sindicatos e 20 movimentos populares) o que resultará num congresso que terá a participação de organizações, “representações” da classe.

Reafirmamos que embora tenhamos divergências no debate de reorganização do movimento tanto com a Conlutas, como com aqueles que romperam com a Intersindical e hoje tentam se intitular como “Intersindical- instrumento de luta, unidade da classe e de construção de uma central”, isso não nos impedirá de seguir construindo a unidade na luta concreta da classe trabalhadora.

Mas a unidade não se constrói por vontade política, por intenções em discursos e muito menos com praticas oportunistas, como a que infelizmente os que estão na convocação do congresso da nova central estão fazendo. Não será o uso indevido da nossa logomarca que como outras se consolidou em importantes setores da classe trabalhadora, que trará os trabalhadores para essa nova central.

É a partir da analise da realidade que a Intersindical- Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora, não participará de nenhum dos chamados “Conclat’s que se realizam até o final do 1˚semestre de 2010.

Um deles tem como o objetivo reunir CUT, CTB, Força Sindical, UGT e outras centrais sindicais e movimentos populares para construir uma agenda que tem como objetivo “impedir a volta do neoliberalismo ao País”, como se essa forma do capital se manifestar a partir da década de 90 e nada mais é do que forma, pois o conteúdo é o mesmo,tenha sido superada com a vitória do PT em 2002. Ou seja, esse encontro tem como objetivo colocar em campanha eleitoral as entidades que o convocam para tentar emplacar a sucessora de Lula a presidência da Republica.

O outro encontro reúne os setores que se colocam à esquerda e infelizmente hoje muito mais na retórica do que na ação pratica. Chamam a unidade da classe através da construção de uma “nova representação” da classe trabalhadora. Buscam desesperadamente a fundação da nova central até o fim do primeiro semestre, para que o calendário eleitoral não seja prejudicado. Argumentam que para superar a fragmentação hoje colocada é necessária a construção imediata de uma nova central. São esses mesmos setores que no cotidiano das disputas contra os instrumentos que hoje trabalham contra a classe não conseguem ao menos estarem juntos nas mesmas chapas. Exemplos como o Sinsprev-DF são didáticos, onde a divisão daqueles que estão inscritos para fundar uma nova central, possibilitou a vitória da CUT nas eleições desse Sindicato.

A Intersindical não participará do congresso que auto-proclamará a criação de uma nova central, bem como não deixará de existir como tentam de maneira oportunista dizer aqueles que infelizmente não conseguiram se consolidar na base da classe.

A central sindical necessária para classe trabalhadora será fruto da tarefa mais difícil, ou seja, reconstruir a unidade de ação a partir dos locais de trabalho, no enfrentamento direito da classe contra o Capital e seu Estado. Essa unidade não será construída através de decretos para depois buscar a classe.

Para seguir a luta por nenhum direito a menos, para avançar nas conquistas e das ações cotidianas construir como necessidade real da humanidade uma sociedade sem explorados e exploradores, uma sociedade socialista, AQUI ESTÁ A INTERSINDICAL VIVA E PRESENTE NA LUTA DA CLASSE TRABALHADORA.

fonte: INTERSINDICAL

foto/operário: alessandro zapa (30/3/2009- ato unificado das centrais)

9 de abr de 2010

Greve suspensa em São Paulo



Em uma assembleia tumultuada no vão do MASP, onde a direção e algumas correntes da oposição por pouco não foram atropeladas por uma "outra oposição" que tomou uma das pistas da Avenida Paulista e defendeu firmemente a continuidade da greve, fazendo frente ao caminhão de som da apeoesp com uma grande caixa de som móvel.

Gritos, bombas, discussõe e ameaças tomaram conta do MASP após a vitória da proposta, declarada apressadamente pela Bebel, do fim do movimento grevista.

Na próxima terça-feira, dia 13 de abril, o governo sentará para negociar com a apeoesp, mas sem compromissos de aumento para a categoria.

Entre as propostas que o sindicato colocará na mesa estará o recebimento imediato de nosso ponto cortado e que a categoria "O" seja transformada em "L", para que estes professsores continuem garantindo o emprego até 2011.

Lições da Greve de 2010

Essa nossa greve nos deu a oportunidade de mostrar para a sociedade civil o caráter autoritário de Serra e sua administração, nossa greve de 2010 foi marcada por perseguições de todos os tipos ao movimento sindical, como a infiltração da PM no movimento, aprêensão do caminhão de som da apeoesp, ataque da tropa de choque aos professores no Morumbi com dezenas de feridos, prisões de professores em Franco da Rocha, demissões dos professores da categorias O, um bloqueio de informações tremendo por parte da grande mídia brasileira que muito difamou nossa luta, além do corte de ponto dos professores grevistas, estes foram e são verdadeiros ataques ao movimento sindical brasileiro e as nossas "garantidas" liberdades democráticas, são atitudes que traz à lembrança os medonhos tempos da ditadura militar em nosso país.

A greve também mostrou as limitações atuais da apeoesp e sua perda de representatividade perante a categoria, que por outro lado, por 30 anos mantém correntes partidárias na direção, como a ArtSind que é intimamente ligada ao PT, e que difamam nosso sindicato, deixando a apeoesp com uma pexa de "parlamentar" e "partidário". Apenas a luta sindical autônoma às políticas partidárias e a todos os governos e ao Estado é que poderá resgatar todo potencial transformador que um sindicato dos professores pode ter. Correntes umbilicalmente ligadas às organizações partidárias eleitorais e eleitoreiras, enquanto direções, manteram sempre uma atitude interesseira, conservadora e reacionária em suas ações, isso ocorre inevitavelmente devido as suas ligações com as instituições de poder da sociedade, o que compromete e muito nossas lutas por consquistas e melhorias em nossas condições de vida.

Dia 7 de Maio ocorrerá outra Assembleia.


7 de abr de 2010

1 de abr de 2010

O Vitorioso Bota-Fora do Serra

  • Nesta quarta-feira, 31 de março, o funcionalismo público paulista demonstrou sua indignação perante o arrocho salarial que José Serra promove em sua administração. Cerca de 40 mil pessoas participaram do ato no vão livre do MASP. Estavam presentes estudantes, professores, profissionais da área de saúde, diretores, supervisores e diversas outras categorias do setor público.

  • A polícia militar, reproduzindo a ditadura civil do PSDB, confiscou o caminhão de som da Apeoesp, fato que não intimidou em nenhum momento o movimento. Várias motocicletas da PM cercavam a entrada do MASP em uma tentativa de enclausurar os manifestantes em um só lugar. Porém o movimento foi crescendo, e de forma inevitavelmente pacífica ocupamos a primeira faixa da Avenida Paulista e logo depois a segunda faixa. A polícia nada pode fazer a não ser se dar por vencida perante uma multidão determinada a realizar a passeata pelas ruas de São Paulo, e assim trazendo à sociedade paulista um debate de primeira ordem: a qualidade da educação pública , a situação da saúde e de outros setores do estado.

Uma Reação à Mídia Corporativa e ao Bloqueio de Informações


  • Uma equipe da Rede Globo ao tentar transmitir ao vivo suas "desinformações", foi cercada por um multidão que gritava do fundo de sua alma, a raiva de anos e anos de boicotes às lutas dos trabalhadores brasileiros, "o povo não é bobo, abaixo a rede globo!!!!" , "o povo não é bobo, abaixo a rede globo!!!!!" Esta reação por parte dos manifestantes contra a Globo é o fruto que esta emissora colhe ao assumir a atitude de manipular e distorcer os fatos, atitude que vem ocorrendo agora, com a greve dos professores, que outras mídias empresariais, como a Folha de São Paulo, o SBT, Estadão e etc, também insistem em rotular como partidária a nossa luta, sem ao menos destacar nossa pauta de reivindicações e nossas condições de vida em seus meios, reproduzindo de forma parcial os argumentos de José Serra e do PSDB para a população em geral, com um claro interesse em blindar este político para que ganhe as eleições de outubro.

  • A mídia que nós mesmos produzimos através de nossas fotos digitais, nossas filmagens amadoras e textos publicados na internet, que relatam o que a Rede Globo e a Folha não dizem, tem muita importancia para nossa luta e o nosso movimento. Assim foi com a denúncia de infiltração da P2, serviço secreto da PM, na passeata que acabou em conflito no Morumbi, denuncia que foi feita no site mídia independente (onde qualquer um pode postar textos , vídeos e fotos). Todas essas informações espontâneas e contra-hegemônicas que circulam por infinitas listas de emails , blogs gratuitos e redes sociais, como orkut, twitter e etc, podem muito bem contrabalancear os poderes das mega-corporações empresariais de jornalismo, que não passam de locutores da FIESP e do seu braço político, o PSDB, do capital financeiro internacional e dos latifundiários do agronegócio, como a familia Cutrale, que tentara difamar a luta por justiça social do MST em 2009, em rede nacional. Dizem que Obama ganhou as eleições devido a internet através de todos estes recursos, se isso for real, podemos sim quebrar o monopólio da Globo e de qualquer corporação midiática em favor de nossas lutas e do nosso movimento de resistência.

A Assembleia dos Professores


  • Seguimos em passeata até a Praça da República, onde foi realizada nossa Assembleia , e ali foi decidida a continuidade da GREVE e a próxima assembleia com data para a próxima quinta, dia 8 de abril, quando completamos um mês deste movimento. Foi aprovado que os grevistas não sairão de frente da Secretaria da Educação até que sejam abertas as negociações. A CUT, segundo o CER realizado na parte da manhã, convocará outros movimentos e greves em diversos setores onde atuam. A passeata no dia 8 de março, sairá novamente do MASP e seguirá em direção à Praça da República. Ao final da Assembleia chegou notícia que o caminhão de som teria sido liberado devido a uma liminar judicial.