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3 de fev de 2010

Uma eleição indefinida na Apeoesp de São José dos Campos


Manobras da Articulação


Após dois meses das eleições de dezembro, as eleições na subsede de São José dos Campos seguem indefinidas. A vitória apertada da corrente da Conlutas, Oposição Alternativa, por apenas um voto de diferença sobre a Articulação Sindical, não significou a volta da oposição na direção desta subsede. A Articulação conseguiu suspender temporariamente a decisão sobre as eleições, pedindo assim a recontagem dos votos, primeiro em uma urna apenas, depois em algumas outras. Ainda em dezembro, a decisão foi parar na justiça, e perante a juiza, os coordenadores do PSTU na Oposição Alternativa decidiram, equivocadamente, não recontar os votos na frente da juíza. A juíza alegando não capacidade para julgar a questão, levou a decisão para a comissão eleitoral estadual, que é controlada em sua maioria pela Articulação.

A decisão se teremos a recontagem, ou se será realizada outra eleição em São José ficará para o CER do dia 20 de fevereiro. Infelizmente a prática de cancelar eleições apertadas está ficando comum em São José dos Campos, uma prática não honesta da Articulação para evitar o avanço das oposições na Apeoesp.


Problemas na Oposição Unificada


Por outo lado, a Oposição Alternativa, corrente da Conlutas, controlada pelo MTS em São José, (tendência ligada ao trotskismo do PSTU), errou aos desconsiderar o acordo estadual das oposições, a Oposição Unificada. Nas eleições gerais de 2008, a Oposição Unificada representava a Chapa 2, e reuniu grupos como a FOS, a ASS, a Corrente Proletária na Educação, a Oposição Alternativa, Apeoesp na Escola e na Luta, entre outros. A Oposição Unificada é um acordo geral das oposições em nível estadual, feito em 2008, para tirar a Articulação da sua longa dinastia na Apeoesp. Mas infelizmente em São José dos Campos membros minoritarios da Oposição Unificada foram desconsiderados em uma possível aliança contra a Articulação Sindical. O debate em torno de questões como centrais sindicais , e a gana do MTS/ PSTU em controlar todo material escrito para campanha, acabou por isolar militantes de outras correntes da Oposição Unificada de São José dos Campos nestas eleições.

A Oposição Alternativa de São José dos Campos, que majoritariamente segue a linha do PSTU, precisa aprender a separar as coisas, e capacidade para isso possui, pois em seu meio encontram-se bons militantes independente e um reconhecido representante da tendência Conspiração Socialista. O debate sobre a constituição de uma nova central é um, e a questão da unidade de grupos de oposição contra a Articulação, é outro. Dentro da Oposição Unificada existem correntes de centrais diferentes, como a Conlutas, a Intersindical e inclusive da esquerda da CUT; só o respeito entre as correntes dentro desta realidade é que conseguirá nos levar a uma verdadeira unidade para de fato abalarmos o domínio da Articulação na Apeoesp .

A discussão sobre central sindical não esta resolvida no movimento sindical brasileiro, ao contrário do que a Conlutas fala aos quatro cantos em seus boletins, alegando, equivocadamente, que a Intersindical irá juntar-se a Conlutas (quem está para se juntar com a Conlutas, são apenas os pequenos grupos do Psol que eram da Intersindical, e não a Intersindical inteira). É necessário e urgente o respeito entre as correntes, o reconhecimento entre os grupos de oposição e o respeito pelas diferenças. A busca pelo hegemonismo de alguns setores da esquerda operária apenas nos leva ao sectarismo e ao autoritarismo, atropelando assim como um trator os grupos minoritários. Com estas posturas não chegaremos aos objetivos comuns da reconstrução de um movimento sindical classista, combativo e autônomo em relação aos governos.

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