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9 de abr. de 2010

Greve suspensa em São Paulo



Em uma assembleia tumultuada no vão do MASP, onde a direção e algumas correntes da oposição por pouco não foram atropeladas por uma "outra oposição" que tomou uma das pistas da Avenida Paulista e defendeu firmemente a continuidade da greve, fazendo frente ao caminhão de som da apeoesp com uma grande caixa de som móvel.

Gritos, bombas, discussõe e ameaças tomaram conta do MASP após a vitória da proposta, declarada apressadamente pela Bebel, do fim do movimento grevista.

Na próxima terça-feira, dia 13 de abril, o governo sentará para negociar com a apeoesp, mas sem compromissos de aumento para a categoria.

Entre as propostas que o sindicato colocará na mesa estará o recebimento imediato de nosso ponto cortado e que a categoria "O" seja transformada em "L", para que estes professsores continuem garantindo o emprego até 2011.

Lições da Greve de 2010

Essa nossa greve nos deu a oportunidade de mostrar para a sociedade civil o caráter autoritário de Serra e sua administração, nossa greve de 2010 foi marcada por perseguições de todos os tipos ao movimento sindical, como a infiltração da PM no movimento, aprêensão do caminhão de som da apeoesp, ataque da tropa de choque aos professores no Morumbi com dezenas de feridos, prisões de professores em Franco da Rocha, demissões dos professores da categorias O, um bloqueio de informações tremendo por parte da grande mídia brasileira que muito difamou nossa luta, além do corte de ponto dos professores grevistas, estes foram e são verdadeiros ataques ao movimento sindical brasileiro e as nossas "garantidas" liberdades democráticas, são atitudes que traz à lembrança os medonhos tempos da ditadura militar em nosso país.

A greve também mostrou as limitações atuais da apeoesp e sua perda de representatividade perante a categoria, que por outro lado, por 30 anos mantém correntes partidárias na direção, como a ArtSind que é intimamente ligada ao PT, e que difamam nosso sindicato, deixando a apeoesp com uma pexa de "parlamentar" e "partidário". Apenas a luta sindical autônoma às políticas partidárias e a todos os governos e ao Estado é que poderá resgatar todo potencial transformador que um sindicato dos professores pode ter. Correntes umbilicalmente ligadas às organizações partidárias eleitorais e eleitoreiras, enquanto direções, manteram sempre uma atitude interesseira, conservadora e reacionária em suas ações, isso ocorre inevitavelmente devido as suas ligações com as instituições de poder da sociedade, o que compromete e muito nossas lutas por consquistas e melhorias em nossas condições de vida.

Dia 7 de Maio ocorrerá outra Assembleia.


7 de abr. de 2010

1 de abr. de 2010

O Vitorioso Bota-Fora do Serra

  • Nesta quarta-feira, 31 de março, o funcionalismo público paulista demonstrou sua indignação perante o arrocho salarial que José Serra promove em sua administração. Cerca de 40 mil pessoas participaram do ato no vão livre do MASP. Estavam presentes estudantes, professores, profissionais da área de saúde, diretores, supervisores e diversas outras categorias do setor público.

  • A polícia militar, reproduzindo a ditadura civil do PSDB, confiscou o caminhão de som da Apeoesp, fato que não intimidou em nenhum momento o movimento. Várias motocicletas da PM cercavam a entrada do MASP em uma tentativa de enclausurar os manifestantes em um só lugar. Porém o movimento foi crescendo, e de forma inevitavelmente pacífica ocupamos a primeira faixa da Avenida Paulista e logo depois a segunda faixa. A polícia nada pode fazer a não ser se dar por vencida perante uma multidão determinada a realizar a passeata pelas ruas de São Paulo, e assim trazendo à sociedade paulista um debate de primeira ordem: a qualidade da educação pública , a situação da saúde e de outros setores do estado.

Uma Reação à Mídia Corporativa e ao Bloqueio de Informações


  • Uma equipe da Rede Globo ao tentar transmitir ao vivo suas "desinformações", foi cercada por um multidão que gritava do fundo de sua alma, a raiva de anos e anos de boicotes às lutas dos trabalhadores brasileiros, "o povo não é bobo, abaixo a rede globo!!!!" , "o povo não é bobo, abaixo a rede globo!!!!!" Esta reação por parte dos manifestantes contra a Globo é o fruto que esta emissora colhe ao assumir a atitude de manipular e distorcer os fatos, atitude que vem ocorrendo agora, com a greve dos professores, que outras mídias empresariais, como a Folha de São Paulo, o SBT, Estadão e etc, também insistem em rotular como partidária a nossa luta, sem ao menos destacar nossa pauta de reivindicações e nossas condições de vida em seus meios, reproduzindo de forma parcial os argumentos de José Serra e do PSDB para a população em geral, com um claro interesse em blindar este político para que ganhe as eleições de outubro.

  • A mídia que nós mesmos produzimos através de nossas fotos digitais, nossas filmagens amadoras e textos publicados na internet, que relatam o que a Rede Globo e a Folha não dizem, tem muita importancia para nossa luta e o nosso movimento. Assim foi com a denúncia de infiltração da P2, serviço secreto da PM, na passeata que acabou em conflito no Morumbi, denuncia que foi feita no site mídia independente (onde qualquer um pode postar textos , vídeos e fotos). Todas essas informações espontâneas e contra-hegemônicas que circulam por infinitas listas de emails , blogs gratuitos e redes sociais, como orkut, twitter e etc, podem muito bem contrabalancear os poderes das mega-corporações empresariais de jornalismo, que não passam de locutores da FIESP e do seu braço político, o PSDB, do capital financeiro internacional e dos latifundiários do agronegócio, como a familia Cutrale, que tentara difamar a luta por justiça social do MST em 2009, em rede nacional. Dizem que Obama ganhou as eleições devido a internet através de todos estes recursos, se isso for real, podemos sim quebrar o monopólio da Globo e de qualquer corporação midiática em favor de nossas lutas e do nosso movimento de resistência.

A Assembleia dos Professores


  • Seguimos em passeata até a Praça da República, onde foi realizada nossa Assembleia , e ali foi decidida a continuidade da GREVE e a próxima assembleia com data para a próxima quinta, dia 8 de abril, quando completamos um mês deste movimento. Foi aprovado que os grevistas não sairão de frente da Secretaria da Educação até que sejam abertas as negociações. A CUT, segundo o CER realizado na parte da manhã, convocará outros movimentos e greves em diversos setores onde atuam. A passeata no dia 8 de março, sairá novamente do MASP e seguirá em direção à Praça da República. Ao final da Assembleia chegou notícia que o caminhão de som teria sido liberado devido a uma liminar judicial.

27 de mar. de 2010

Polícia Militar agride Professores no Morumbi

Na Assembleia realizada em frente ao Estádio do Morumbi foi decidida a continuidade da Greve. Houve uma sinalização do baixo escalão do governo para negociação, mas que na verdade se revelou uma armadilha para o nosso movimento. Enquanto a Apeoesp ia negociar com a casa civil (o que se revelou uma grande mentira, já que não aceitavam em nada nossas reivindicações), a polícia militar, a mando de José Serra, atacava os professores, montando assim um palco para que a grande mídia, ligada por interesses financeiros, econômicos e por amizades pessoais ao PSDB, tentasse desqualificar a luta dos professores paulistas.

Ao contrário do que foi divulgado por alguns jornais, a passeata dos professores sequer chegou próximo ao Palácio dos Bandeirantes. Alguns professores acabaram machucados por balas de borrachas e intoxicação por gás lacrimogêneo.

A próxima Assembleia será na Avenida Paulista, às 15 horas do dia 31 de março, quarta-feira.

Serra justifica, com sua ditadurazinha civil e neoliberal, seu mais novo apelido, "PinoSerra". Hoje já não temos o AI- 5, mas somos obrigados a conviver com o corte de salários de professores grevistas (fato que nem na época de Quércia, e de Fleury, o carrasco do Carandiru, acontecia).

Fotos de Marcos Ruívo e Alessandro Zapa, militantes da ASS.

Fotos da Assembleia e do ataque da PM aos professores



























21 de mar. de 2010

Dia 26 é no Palácio dos Bandeirantes

Na assembleia do dia 19 de março foi decidida a continuidade da Greve e que a direção do sindicato fosse negociar naquele mesmo dia com o secretário da educação Paulo Renato. O resultado não poderia ser outro, o secretário sequer estava presente na Secretaria da Educação quando a passeata, de cerca de 60 mil pessoas chegou na Praça da República.

Na próxima terça -feira ocorrerá audiência na ALESP e na sexta-feira, dia 26 de março, iremos realizar nossa assembleia nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes.


obs. No dia 19 o espaço aéreo continuou fechado para os helicópteros da imprensa, exceto para a aeronave da polícia militar.

(Fotos Alessandro Zapa)

13 de mar. de 2010

A GREVE CONTINUA !

Em assembleia realizada no vão livre do MASP, dia 12 de março, os professores decidiram continuar o movimento grevista até que o governador José Serra negocie nossas reivindicações. A assembleia logo se transformou em uma megapasseata que por volta das 16:30 saiu pela Avenida Paulista em direção à Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, na Praça da República.

O espaço aéreo foi fechado para a manifestação dos professores não ser registrada por redes de televisões ao vivo. Ao contrário da versão do governo que diz que apenas 1 % dos professores pararam, as fotos mostram muito bem o tamanho da nossa passeta, que com certeza chegou a mais de 50 mil participantes.

A Greve Continua !

Sexta-feira, dia 19 de março, é data da nossa próxima Assembleia.


Fotos Alessandro Zapa

FOTOS DA ASSEMBLEIA E PASSEATA DO DIA 12/3






























7 de mar. de 2010

Greve ! Dia 5 de março foi deflagrada nossa luta.















Nós Professores Reivindicamos:


* Reajuste salarial imediato de 34,3%;
* Incorporação de todas as gratificações, extensiva aos aposentados;
* Plano de carreira justo;
* Garantia de emprego;
* Contra as avaliações excludentes (provão dos ACTs/avaliação de mérito);
* Revogação das leis 1093, 1097, 1041 (lei das faltas);
* Concurso público de caráter classificatório;
* Contra a municipalização do ensino, contra qualquer reforma que prejudique a educação, em todos os níveis.


Essa semana teremos um calendário para os comando de greves serem formados e assembleias regionais. Na próxima sexta-feira, dia 12 de março, nova assembleia em São Paulo, no vão do MASP.
Os sindicatos dos diretores , dos supervisores e funcionários também entraram em greve.

12 de fev. de 2010

Secretaria da Educação de São Paulo contrata bacharéis na frente de licenciados

O jornal Folha de São Paulo, na matéria escrita por Fábio Takahashi nesta sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010, distorce os fatos e manipula os seus próprios leitores ao dizer que a Apeoesp entrou na justiça para simplesmente supender a atribuição de aulas com motivação na prova dos temporários e ao insinuar que o interesse seja meramente corporativo, em preservar privilégios dos antigos professores em relação aos novos. A própria direção majoritária do sindicato (ArtSind/CUT), em um acordo rebaixado com a Secretaria da Educação, feito em janeiro, teria aceitado o caráter classificatório desta prova.

O que está ocorrendo hoje é que a Secretaria da Educação de São Paulo está contratando bacharéis e tecnólogos para ministrar aulas sem a devida formação adequada, ou seja, a Licenciatura, e inclusive estudantes que ainda estão na universidade estão pegando aulas na frente dos que já são formados e que possuem a formação pedagógica dentro da sua disciplina. Profissionais sem formação na área de educação não podem ser contratados na frente de quem possui Licenciatura, segundo a própria legislação vigente no país.

No emaranhado das novas categorias na qual os professores foram divididos pelo governo Serra em 2009, a categoria "L" pode pegar aulas na frente da categoria "O" sem que seja levado em consideração o diploma em Licenciatura. Este grande absurdo vai contra a Legislação Federal que regulamenta a educação, a LDB, conforme prevêem o artigo 62 e os artigos 12 e 22 da Resolução SE 98, que regulamenta a atribuição de aulas em São Paulo.

A formação de um profissional não pode ser diminuída e desconsiderada por uma réles prova enfadonha e cansativa, como foi a prova dos temporários em dezembro. Ninguém pode prestar concurso para médico se não tem diploma na área, ou para juíz se não for formado em Direito, porque Paulo Renato acha que na área da educação uma prova pode colocar professores não-habilitados na frente dos habilitados ?

A Apeoesp ganhou a liminar na justiça na segunda-feira, dia 8 de fevereiro, mas a Secretaria da Educação ordenou que as diretorias de ensino não sigam a liminar da justiça.

O próprio Estado é a desordem.

3 de fev. de 2010

Uma eleição indefinida na Apeoesp de São José dos Campos


Manobras da Articulação


Após dois meses das eleições de dezembro, as eleições na subsede de São José dos Campos seguem indefinidas. A vitória apertada da corrente da Conlutas, Oposição Alternativa, por apenas um voto de diferença sobre a Articulação Sindical, não significou a volta da oposição na direção desta subsede. A Articulação conseguiu suspender temporariamente a decisão sobre as eleições, pedindo assim a recontagem dos votos, primeiro em uma urna apenas, depois em algumas outras. Ainda em dezembro, a decisão foi parar na justiça, e perante a juiza, os coordenadores do PSTU na Oposição Alternativa decidiram, equivocadamente, não recontar os votos na frente da juíza. A juíza alegando não capacidade para julgar a questão, levou a decisão para a comissão eleitoral estadual, que é controlada em sua maioria pela Articulação.

A decisão se teremos a recontagem, ou se será realizada outra eleição em São José ficará para o CER do dia 20 de fevereiro. Infelizmente a prática de cancelar eleições apertadas está ficando comum em São José dos Campos, uma prática não honesta da Articulação para evitar o avanço das oposições na Apeoesp.


Problemas na Oposição Unificada


Por outo lado, a Oposição Alternativa, corrente da Conlutas, controlada pelo MTS em São José, (tendência ligada ao trotskismo do PSTU), errou aos desconsiderar o acordo estadual das oposições, a Oposição Unificada. Nas eleições gerais de 2008, a Oposição Unificada representava a Chapa 2, e reuniu grupos como a FOS, a ASS, a Corrente Proletária na Educação, a Oposição Alternativa, Apeoesp na Escola e na Luta, entre outros. A Oposição Unificada é um acordo geral das oposições em nível estadual, feito em 2008, para tirar a Articulação da sua longa dinastia na Apeoesp. Mas infelizmente em São José dos Campos membros minoritarios da Oposição Unificada foram desconsiderados em uma possível aliança contra a Articulação Sindical. O debate em torno de questões como centrais sindicais , e a gana do MTS/ PSTU em controlar todo material escrito para campanha, acabou por isolar militantes de outras correntes da Oposição Unificada de São José dos Campos nestas eleições.

A Oposição Alternativa de São José dos Campos, que majoritariamente segue a linha do PSTU, precisa aprender a separar as coisas, e capacidade para isso possui, pois em seu meio encontram-se bons militantes independente e um reconhecido representante da tendência Conspiração Socialista. O debate sobre a constituição de uma nova central é um, e a questão da unidade de grupos de oposição contra a Articulação, é outro. Dentro da Oposição Unificada existem correntes de centrais diferentes, como a Conlutas, a Intersindical e inclusive da esquerda da CUT; só o respeito entre as correntes dentro desta realidade é que conseguirá nos levar a uma verdadeira unidade para de fato abalarmos o domínio da Articulação na Apeoesp .

A discussão sobre central sindical não esta resolvida no movimento sindical brasileiro, ao contrário do que a Conlutas fala aos quatro cantos em seus boletins, alegando, equivocadamente, que a Intersindical irá juntar-se a Conlutas (quem está para se juntar com a Conlutas, são apenas os pequenos grupos do Psol que eram da Intersindical, e não a Intersindical inteira). É necessário e urgente o respeito entre as correntes, o reconhecimento entre os grupos de oposição e o respeito pelas diferenças. A busca pelo hegemonismo de alguns setores da esquerda operária apenas nos leva ao sectarismo e ao autoritarismo, atropelando assim como um trator os grupos minoritários. Com estas posturas não chegaremos aos objetivos comuns da reconstrução de um movimento sindical classista, combativo e autônomo em relação aos governos.

27 de jan. de 2010

Brasil cai mais uma vez no índice educacional da Unesco.


Nos últimos tempos, com a desculpa de melhorar o ensino público, foram criadas diversas formas de avaliações diferentes. O discurso avaliativo dos governos distribuiu provas para todos os lados dos setores educacionais, como o Enem, e o Saeb/Saresp para os alunos . Agora nós temos provas inclusive para o plano de carreira dos professores, para o docente ter aumento de salário, e prova até para contratação dos professores temporários. Porém, qual o resultado disso para a educação pública ? Nenhum ! Essas são políticas, segundo os discursos, para melhoria da educação pública, isso é o que José Serra justifica, mas são políticas que não melhoraram em nada a educação. Reflete ainda a situação da educação no país, que caiu 12 posições no ranking da Unesco (Folha de São Paulo - 21/01), do 76 lugar, foi para o 88, entre 128 países, a nossa situação no quadro internacional só piora cada vez mais.


Não teremos uma efetiva mudança na educação brasileira enquanto não melhorarmos verdadeiramente as condições de vida dos professores, com aumento real de salário, não apenas com bônus baseado em desempenho, mas com aumento verdadeiro de salário e estabilidade no emprego através de concursos públicos.

A triste realidade dos Professores de São Paulo

O Estado de São Paulo abriu concurso público, mas infelizmente apenas para 10 mil vagas, o que não cobre de fato o defict de professores da rede, o ideal seriam 80 mil vagas. Neste novo concurso, Paulo Renato, secretário da educação de José Serra, criou regras novas, tais como a escola de formação de professores, desqualificando a formação pessoal e acadêmica dos professores e também a própria prova do concurso público. São mudanças bizarras na forma de seleção, como o afastamento de sala de aula para os que estão lecionando, e o pior, o recebimento de apenas 75 % do salário no período do “curso de formação” de professores. Isso é um desrespeito com milhares de licenciados que já são formados como professores. A prova do concurso público já seria o suficiente para avaliar a capacidade destes em lecionar aulas. O discurso conservador de que o problema da educação está apenas nos professores, como coloca o tempo todo Gilberto Dimenstein em seus artigos da Folha de São Paulo, e que é o mesmo discurso do governo do PSDB e do seu secretário Paulo Renato, só ajuda cada vez mais a nos manter no caos educacional em que se encontra o país e o estado de São Paulo. O professor é o início e não o fim único deste processo, melhorar nossas condições de vida, com estabilidade e salário digno seria um bom começo para mudarmos a educação pública, mas colocar a culpa da defasagem educacional paulista nas costas dos professores não ajuda em nada a melhorar a escola. Provas cansativas e enfadonhas como foi a dos OFAS em dezembro de 2009 não servem de parâmetro para nos avaliar, e muito menos, para se tirar alguma conclusão da educação pública em São Paulo, como tenta fazer Gilberto Dimenstein em seu artigo do dia 23 de janeiro.

Reforma do Ensino Médio: O pesadelo está de volta

O Mec agora pretende mais uma reforma na educação, entre tantas outras, mais uma mudança que vem de cima para baixo, amparada no discurso que a escola deve atrair o aluno, mas a realidade é que a população continuará excluída dos processos decisórios de construção da escola pública. Entre as propostas colocadas pelo Mec, temos o fim das disciplinas e o estabelecimento de quatro grandes áreas de conhecimento, além da adoção do regime de disciplinas optativas. Entre outras, existem propostas de ensino à distância para a parte diversificada das matérias (filosofia, sociologia, química, inglês e etc), que acarretaria na diminuição gradativa do quadro de professores do magistério.

A histórica greve de 2000 foi um levante contra esta mesma "velha-nova" proposta de mudanças no quadro de disciplinas do ensino médio. Na época era Mário Covas que queria mexer no quadro do magistério através desta proposta de reforma curricular, agora, o próprio governo de orígens sindicalistas aprova essa mudança, e o pior, com apoio da direção do nosso sindicato, a corrente Articulação, de Bebel (diretora) e do senhor Carlão (ex-diretor). Por isso só a Oposição Unificada poderá reverter este cenário tenebroso dentro da APEOESP.

Nossa categoria de professores precisa estar atenta a estas propostas de mudanças, já aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação do MEC, e precisamos estar organizados para frear qualquer mudança que acarrete a perda de postos de trabalhos para os professores.