22 de jun. de 2010
Notícias da Intersindical: Instrumento de luta e organização da classe trabalhadora
1 de jun. de 2010
Oposição Alternativa (MTS/PSTU) ganha as eleições da subsede de São José dos Campos
Vieram de outras regiões do Estado vários militantes de outras correntes de oposição ajudarem a Oposição Alternativa, isso condiz com o acordo da Oposição Unificada, realizado em 2008 e que se configurou na Chapa 2 nas eleições daquele ano, e que provavelmente continuará nas eleições gerais de 2011. Estiveram em São josé dos Campos militantes da tendência Conspiração Socialista (Oposição Alternativa/Conlutas), do coletivo "Apeoesp na Escola e na Luta" (InterPsol) e da nossa corrente "Alternativa Sindical Socialista/ ASS" (Intersindical).
A conta desta segunda eleição, que não foi barata, pois reuniu um número grande de seguranças além do aluguel do espaço, já que a subsede não comporta nenhuma atividade da categoria, ficará para o caixa da subsede de São José dos Campos, e não para a sede central que possui mais recursos. O caixa da subsede está quebrado, segundo relatos de Conselheiros eleitos do MTS/PSTU que dirigem a Oposição Alternativa na cidade.
Agora é necessário manter a Artsind fora do sindicato nas próximas eleições através da unidade eleitoral das correntes de oposição, além de reestruturar o caixa da subsede. Para nós da ASS e setores independentes (assim como convidamos militantes da Conspiração Socialista para esta empreitada) é necessário trabalhar para a construção de um outro pólo de oposição à sede central em São José dos Campos, para definitivamente fortalecer a oposição à ArtSind em São José dos Campos. Isso se dará através da configuração de um novo grupo da oposição, que no momento apresenta apenas uma cara, o MTS, tendência ligada ao PSTU. Extremamente importante manter esse debate e trabalharmos para não hegemonização da oposição por um grupo apenas. A luta anticapitalista, de uma forma geral, é melhor construída, estabelecida e legitimada apenas através da diversidade de seus agentes sociais e políticos e dos debates que surgem através desta diversidade de pensamentos.
"As grandes transformações não começam "acima" (nas direções) e nem como fatos monumentais e épicos, e sim com movimentos pequenos em sua forma e que aparecem como irrelevantes para o político e o analista "de cima" (os que estão no poder, seja de direita ou esquerda). A história não se transforma a partir de praças cheias e multidôes indignadas, e sim, como assinala Carlos Aguirre Rojas, a partir da consciência organizada de grupos e coletivos que se conhecem e se reconhecem mutuamente, "abaixo" (com os excluídos) e à esquerda, constituem outra política."
(Subcomandante Insurgente Marcos, em "Nem o Centro, Nem a Periferia: Sobre cores, calendários e geografias")
11 de mai. de 2010
A greve e seus desdobramentos
O Estado de São Paulo está a 16 anos sobre o comando do PSDB, onde se aplicou um desmonte da educação pública, e profundos ataques sobre os professores, seguindo uma cartilha maléfica, aplicando as diretrizes neoliberais sobre a educação,l através de uma profundo arrocho salarial, municipalização do ensino, precarização das condições de trabalho, terceirização de serviços da escola, avaliações institucionais, prova seletiva para os professores temporários, avaliação por mérito e outros. E isso implicou em varias conseqüências para a educação e para os professores, tais como, a divisão dos professore, primeiramente com a municipalização, e, agora com os professores temporários em varias categorias (F, L e O), o fechamento de salas de aula e turnos de aula, o desemprego e o subemprego, sem contar o baixíssimo salário.
Em cima disto na Conferencia sobre educação da APEOESP se aprovou por greve para este ano, o que de fato ocorreu, com pontos e exigências corretos. Mas, sendo que algumas das reivindicações e uma das principais eram a anulação das leis 1093 (prova para contratação temporária – OFA’s) e a lei 1097 (avaliação por mérito), onde ambas foram aprovadas no ano passado, portanto aqui cabe uma pergunta, o momento de se iniciar o movimento não deveria ter sido o ano passado ?
Tivemos um movimento forte, mas não conseguimos as reivindicações exigidas, e com a não negociação, e a imposição da SEE de negociar somente com o fim do movimento grevista, o que de fato ocorreu, mesmo que contrariando vários professores que estavam na assembléia que decidiu por seu fim. Com isso abre-se negociação e o que ganhamos nada, absolutamente nada. A única coisa garantida foi o “direito” de reposição das aulas, mas sobre quais condições?
A reposição não irá tirar as faltas do prontuário do professor, o que pode prejudicar o professor em algumas coisas futuramente. No último CER o setor majoritário defendeu a reposição já, e depois vermos a questão das faltas, seja via pressão política ou via ação jurídica, mesmo tendo posições contraria a este encaminhamento. O setor majoritário defendia a reposição, chegando a alegar que a reposição seria para não prejudicar o ensino e os estudantes, mas a greve foi justamente em defesa do ensino e melhorias para o mesmo, que por conseqüência os estudantes seriam beneficiados.
Em cima disto defendemos a reposição de aulas desde que ocorra a anistia das faltas e o pagamento dos dias trabalhados não as aulas dadas.
Reposição somente com anistia das faltas.
Portanto devemos defender que os professores deveram fazer por escrito que pretendem repor as aulas, mas somente vão repor se as aulas forem retiradas do prontuário, protocolar e se necessário usar para fins jurídicos. Posição diferenciada da articulação que defende a reposição de imediato e somente depois ver se o governo retira as faltas ou não.
2 de mai. de 2010
INTERSINDICAL é vitoriosa no Metalúrgicos de Santos e Região
Segue o resultado:
- CHAPA 1: 1854 (Intersindical)
- CHAPA 2: 604 (CUT/CTB)
- Brancos: 13
- Nulos: 32
Ganhamos em todas as urnas. Na Usiminas, nas metalúrgicas e nos aposentados.
Agora a tarefa é ampliar o trabalho de organização da luta a partir dos locais de trabalho, fazer uma campanha salarial com muita mobilização e a resposta aos pelegos que nos acusaram de fazer greves irresponsáveis está aí. A classe respondeu que contra a exploração do capital o caminho é a luta.
28 de abr. de 2010
O 1˚ DE MAIO É DA CLASSE TRABALHADORA E NÃO DA CONCILIAÇÃO COM O CAPITAL E SEU ESTADO
Há muito tempo atrás no coração do imperialismo, trabalhadores se colocaram em movimento e realizaram várias manifestações que resultaram numa greve geral.
No ano de 1886 na cidade de Chicago trabalhadores entram em luta pela redução da jornada de 13 para 8 horas e por melhores condições de trabalho. Nesse período mulheres tinham seus filhos dentro das fabricas e crianças trabalhavam em máquinas maiores que seus pequeninos corpos.
A repressão do Estado rapidamente é acionada e a Policia mata e fere centenas de trabalhadores durante as greves. Além disso, trabalhadores que se tornaram referencia no enfrentamento contra os patrões e o governo e lideraram importantes manifestações são presos e condenados a morte.
Os EUA já naquela época utilizavam-se da força de trabalho imigrante como forma de aumentar ainda mais a exploração. Eram alemães, russos, búlgaros, poloneses que viviam em situação de extrema miséria e morriam seja de fome, seja pelas péssimas condições de trabalho ou então através das balas do Estado.
Uma das principais palavras de ordem nas manifestações de Chicago mostram a duríssima situação a que estavam submetidos os trabalhadores: “ Pão ou sangue”.Os EUA, coração do sistema capitalista até hoje tenta ocultar essa intensa luta dos trabalhadores, que atravessou as fronteiras das nações e se transformou numa data internacional de luta da classe trabalhadora. Até hoje lá o Capital e seus governos tratam o 1˚de Maio como um dia normal de trabalho e é dessa forma que se referem à data, é o dia “do trabalho” e não da luta dos trabalhadores.
A CLASSE TRABALHADORA NO MUNDO SEGUE RESISTINDO E LUTANDO
Anos se passaram muitos direitos foram garantidos através da coragem e da luta de nossa classe, mas a exploração segue. Se hoje a jornada não é mais de 13, 14 horas existem as horas extras, o banco de horas e tantas outras formas de flexibilização da jornada. Crianças ainda trabalham, o processo de trabalho segue matando seja lentamente com as doenças ou através dos acidentes que aumentam a cada dia.
Os patrões avançam contra os direitos e os salários como forma de superar sua crise, para diminuir o preço da força de trabalho e retomarem seus lucros.
OS MEDIADORES DOS INTERESSES DO CAPITAL TENTAM TRANSFORMAR O 1˚ DE MAIO EM DIA DE FESTA E CONCILIAÇÃO
Infelizmente há alguns anos instrumentos que nasceram com a classe trabalhadora e hoje se transformaram em seu contrario como a CUT, abriram mão de organizar as manifestações de luta do 1˚de Maio. Ao invés da luta, muita festa, sorteio de prêmios financiados pelos patrões como Embraer, Votorantim, Vale entre outras e pelo governo Lula através da Petrobras, Banco do Brasil etc.
As empresas demitem, arrocham salários,impõe péssimas condições de trabalho e financiam a festa da Central que deveria estar junto com os trabalhadores, mas há muito tempo trabalha pelos interesses dos patrões, contra a classe trabalhadora.
A CUT hoje apenas disputa com a Força Sindical (central criada nos escritórios de RH das empresas, para cumprir o papel de impedir a luta dos trabalhadores) quem reúne mais multidão nos shows promovidos pelas duas centrais. Mas existem outras que embora menores cumprem o mesmo desserviço; CTB, UGT, Nova Central entre outras também tentam ocultar o significado dessa data com festas e sorteios.
COMEMORAM O QUE?
As centrais que hoje tentam transformar o 1˚ de Maio num dia de festa, comemoram certamente o pacto com o Capital que há tempos vêm fazendo. Acordos de redução salarial e de direitos, aceitação do banco de horas e outras formas de flexibilização da jornada, campanhas salariais em que aceitam as migalhas oferecidas pelos patrões. São as mesmas centrais que apóiam cegamente todas as medidas do governo Lula que atacaram os trabalhadores. Infelizmente seus atos no 1˚ de Maio servem para coroar essa aliança cruel contra a nossa classe.
A INTERSINDICAL ESTARÁ NOS LOCAIS DE TRABALHO, MORADIA E ESTUDO ORGANIZANDO AS MANIFESTAÇÕES DO 1˚ DE MAIO
E também participará dos atos em unidade com as organizações que não sucumbiram à parceira com os patrões e governos.
A Intersindical a exemplo do que fizemos no 8 de Março organizará as manifestações do 1˚ de Maio a partir dos locais de trabalho, moradia e estudo onde se dá o enfrentamento direito contra os patrões e o governo.
Nossa ação em cada região onde estamos passará por assembléias, panfletagens, mobilizações nas mais diversas categorias, afirmando o caráter de classe dessa data que é um patrimônio da luta da classe trabalhadora.
Também estaremos construindo em conjunto com as organizações que não sucumbiram às festas bancadas pelos patrões e pelo governo, ATOS DE LUTA DO 1˚de MAIO.Por nossos companheiros que tombaram na luta para que direitos fossem garantidos, por nossa geração que se mantém em movimento, pela futura geração de mulheres e homens trabalhadores continuamos a luta:
-NENHUM DIREITO A MENOS, PARA AVANÇAR NAS CONQUISTAS
- REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO SEM REDUÇÃO SALARIAL
- AUMENTO REAL NOS SALARIOS E MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO
- PELO FIM DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. E POR AUMENTO REAL NAS APOSENTADORIAS
- REFORMA AGRARIA E URBANA SOB CONTROLE DOS TRABALHADORES
- SAÚDE, EDUCAÇÃO, PREVIDENCIA, SANEAMENTO PUBLICO E DE QUALIDADE
- ROMPER AS CERCAS DAS NAÇÕES E CONSTRUIR A LUTA INTERNACIONAL DA CLASSE TRABALHADORA: EM DEFESA DAS CONQUISTAS DA REVOLUÇÃO CUBANA, SOLIDARIEDADE ATIVA AOS TRABALHADORES NO HAITI, PALESTINA E A TODOS AQUELES QUE LUTAM POR SUA AUTO-DETERMINAÇÃO E CONTRA O CAPITAL.
- DAS AÇÕES COTIDIANAS, A LUTA POR UMA SOCIEDADE SEM EXPLORADOS E EXPLORADORES, UMA SOCIEDADE SOCIALISTA.
Fonte: INTERSINDICAL
22 de abr. de 2010
Apeoesp pode levar multa máxima por falar contra Serra
17 de abr. de 2010
A INTERSINDICAL viva e presente na reorganização da classe trabalhadora

Nos construímos tendo como princípios fundamentais de nossa ação a organização da luta a partir dos locais de enfrentamento da classe contra o Capital e seu Estado, a independência dos trabalhadores em relação aos patrões e governos, a autonomia em relação aos partidos políticos, a formação como ferramenta que potencializa nossa ação, a solidariedade concreta da classe que rompe as cercas das categorias, dos vínculos de formalidade e das nações.
Nesses 4 anos de existência restabelecemos ações de solidariedade concreta entre a classe, como as paralisações nas regiões de Campinas e Baixada Santista/SP em solidariedade aos trabalhadores na Volks que lutavam contra as demissões, bem como as iniciativas de mobilização em solidariedade aos metalúrgicos na GM de SJC/SP que lutavam contra o banco de horas e a redução salarial.
A partir da analise densa da realidade intervimos na conjuntura não pelo caminho que levou boa parte da esquerda a priorizar as ações institucionais em detrimento da luta direta dos trabalhadores. Na crise quando muitos marchavam juntos com a Força Sindical, UGT e demais organizações de conciliação com os patrões, a Intersindical estava nos locais de trabalho parando a produção e a circulação de mercadorias, lutando contra a tentativa do Capital em reduzir direitos, salários e seguir com as demissões.
Estamos nas principais disputas contra os velhos e novos pelegos. Afirmando direções nos Sindicatos comprometidas com luta da classe trabalhadora, organizando e apoiando Oposições sindicais e coletivos que se formam para enfrentar os mediadores dos interesses do Capital e seus governos.
Num trabalho duro enfrentando as limitações que ainda temos, nosso esforço diário é estar com classe e não pela classe, para não estar no próximo passo fazendo contra a classe trabalhadora, como várias organizações que hoje se transformaram em instrumentos que atacam a classe para defender os interesses dos patrões e do governo.
Por estarmos com a classe e não pela classe nesse pouco tempo de existência nos consolidamos como uma Organização que é reconhecida não por retórica, mas por ação pratica e direta no cotidiano da classe trabalhadora.
Certamente é por isso que aqueles que mecanicamente numa ação completamente distanciada da classe, insistem em tentar criar uma confusão na vanguarda dos trabalhadores, usando o nosso nome, mas não conseguem o resultado que esperavam.
A Conlutas e os setores do Psol que romperam com a Intersindical no inicio de 2009 tentam através de seus chamados para o congresso que fundará uma nova central dizer que a Intersindical está nesse processo e agora propõem que o nome dessa central seja Conlutas-Intersindical, com argumento que serão as duas organizações a deixar de existir a partir do congresso de junho de 2010.
Tentam desesperadamente essa confusão, pois segundo seus próprios documentos públicos afirmam honestamente que o congresso que fundará a nova central, não terá a participação real da classe, serão pouquíssimos sindicatos presentes (informes no site da Conlutas dão conta de 40 sindicatos e 20 movimentos populares) o que resultará num congresso que terá a participação de organizações, “representações” da classe.
Reafirmamos que embora tenhamos divergências no debate de reorganização do movimento tanto com a Conlutas, como com aqueles que romperam com a Intersindical e hoje tentam se intitular como “Intersindical- instrumento de luta, unidade da classe e de construção de uma central”, isso não nos impedirá de seguir construindo a unidade na luta concreta da classe trabalhadora.
Mas a unidade não se constrói por vontade política, por intenções em discursos e muito menos com praticas oportunistas, como a que infelizmente os que estão na convocação do congresso da nova central estão fazendo. Não será o uso indevido da nossa logomarca que como outras se consolidou em importantes setores da classe trabalhadora, que trará os trabalhadores para essa nova central.
É a partir da analise da realidade que a Intersindical- Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora, não participará de nenhum dos chamados “Conclat’s que se realizam até o final do 1˚semestre de 2010.
Um deles tem como o objetivo reunir CUT, CTB, Força Sindical, UGT e outras centrais sindicais e movimentos populares para construir uma agenda que tem como objetivo “impedir a volta do neoliberalismo ao País”, como se essa forma do capital se manifestar a partir da década de 90 e nada mais é do que forma, pois o conteúdo é o mesmo,tenha sido superada com a vitória do PT em 2002. Ou seja, esse encontro tem como objetivo colocar em campanha eleitoral as entidades que o convocam para tentar emplacar a sucessora de Lula a presidência da Republica.
O outro encontro reúne os setores que se colocam à esquerda e infelizmente hoje muito mais na retórica do que na ação pratica. Chamam a unidade da classe através da construção de uma “nova representação” da classe trabalhadora. Buscam desesperadamente a fundação da nova central até o fim do primeiro semestre, para que o calendário eleitoral não seja prejudicado. Argumentam que para superar a fragmentação hoje colocada é necessária a construção imediata de uma nova central. São esses mesmos setores que no cotidiano das disputas contra os instrumentos que hoje trabalham contra a classe não conseguem ao menos estarem juntos nas mesmas chapas. Exemplos como o Sinsprev-DF são didáticos, onde a divisão daqueles que estão inscritos para fundar uma nova central, possibilitou a vitória da CUT nas eleições desse Sindicato.
A Intersindical não participará do congresso que auto-proclamará a criação de uma nova central, bem como não deixará de existir como tentam de maneira oportunista dizer aqueles que infelizmente não conseguiram se consolidar na base da classe.
A central sindical necessária para classe trabalhadora será fruto da tarefa mais difícil, ou seja, reconstruir a unidade de ação a partir dos locais de trabalho, no enfrentamento direito da classe contra o Capital e seu Estado. Essa unidade não será construída através de decretos para depois buscar a classe.
Para seguir a luta por nenhum direito a menos, para avançar nas conquistas e das ações cotidianas construir como necessidade real da humanidade uma sociedade sem explorados e exploradores, uma sociedade socialista, AQUI ESTÁ A INTERSINDICAL VIVA E PRESENTE NA LUTA DA CLASSE TRABALHADORA.
fonte: INTERSINDICAL
foto/operário: alessandro zapa (30/3/2009- ato unificado das centrais)
9 de abr. de 2010
Greve suspensa em São Paulo
Gritos, bombas, discussõe e ameaças tomaram conta do MASP após a vitória da proposta, declarada apressadamente pela Bebel, do fim do movimento grevista.
Na próxima terça-feira, dia 13 de abril, o governo sentará para negociar com a apeoesp, mas sem compromissos de aumento para a categoria.
Entre as propostas que o sindicato colocará na mesa estará o recebimento imediato de nosso ponto cortado e que a categoria "O" seja transformada em "L", para que estes professsores continuem garantindo o emprego até 2011.
Lições da Greve de 2010
Essa nossa greve nos deu a oportunidade de mostrar para a sociedade civil o caráter autoritário de Serra e sua administração, nossa greve de 2010 foi marcada por perseguições de todos os tipos ao movimento sindical, como a infiltração da PM no movimento, aprêensão do caminhão de som da apeoesp, ataque da tropa de choque aos professores no Morumbi com dezenas de feridos, prisões de professores em Franco da Rocha, demissões dos professores da categorias O, um bloqueio de informações tremendo por parte da grande mídia brasileira que muito difamou nossa luta, além do corte de ponto dos professores grevistas, estes foram e são verdadeiros ataques ao movimento sindical brasileiro e as nossas "garantidas" liberdades democráticas, são atitudes que traz à lembrança os medonhos tempos da ditadura militar em nosso país.
A greve também mostrou as limitações atuais da apeoesp e sua perda de representatividade perante a categoria, que por outro lado, por 30 anos mantém correntes partidárias na direção, como a ArtSind que é intimamente ligada ao PT, e que difamam nosso sindicato, deixando a apeoesp com uma pexa de "parlamentar" e "partidário". Apenas a luta sindical autônoma às políticas partidárias e a todos os governos e ao Estado é que poderá resgatar todo potencial transformador que um sindicato dos professores pode ter. Correntes umbilicalmente ligadas às organizações partidárias eleitorais e eleitoreiras, enquanto direções, manteram sempre uma atitude interesseira, conservadora e reacionária em suas ações, isso ocorre inevitavelmente devido as suas ligações com as instituições de poder da sociedade, o que compromete e muito nossas lutas por consquistas e melhorias em nossas condições de vida.
Dia 7 de Maio ocorrerá outra Assembleia.
7 de abr. de 2010
1 de abr. de 2010
O Vitorioso Bota-Fora do Serra
- Nesta quarta-feira, 31 de março, o funcionalismo público paulista demonstrou sua indignação perante o arrocho salarial que José Serra promove em sua administração. Cerca de 40 mil pessoas participaram do ato no vão livre do MASP. Estavam presentes estudantes, professores, profissionais da área de saúde, diretores, supervisores e diversas outras categorias do setor público.
- A polícia militar, reproduzindo a ditadura civil do PSDB, confiscou o caminhão de som da Apeoesp, fato que não intimidou em nenhum momento o movimento. Várias motocicletas da PM cercavam a entrada do MASP em uma tentativa de enclausurar os manifestantes em um só lugar. Porém o movimento foi crescendo, e de forma inevitavelmente pacífica ocupamos a primeira faixa da Avenida Paulista e logo depois a segunda faixa. A polícia nada pode fazer a não ser se dar por vencida perante uma multidão determinada a realizar a passeata pelas ruas de São Paulo, e assim trazendo à sociedade paulista um debate de primeira ordem: a qualidade da educação pública , a situação da saúde e de outros setores do estado.
Uma Reação à Mídia Corporativa e ao Bloqueio de Informações
- Uma equipe da Rede Globo ao tentar transmitir ao vivo suas "desinformações", foi cercada por um multidão que gritava do fundo de sua alma, a raiva de anos e anos de boicotes às lutas dos trabalhadores brasileiros, "o povo não é bobo, abaixo a rede globo!!!!" , "o povo não é bobo, abaixo a rede globo!!!!!" Esta reação por parte dos manifestantes contra a Globo é o fruto que esta emissora colhe ao assumir a atitude de manipular e distorcer os fatos, atitude que vem ocorrendo agora, com a greve dos professores, que outras mídias empresariais, como a Folha de São Paulo, o SBT, Estadão e etc, também insistem em rotular como partidária a nossa luta, sem ao menos destacar nossa pauta de reivindicações e nossas condições de vida em seus meios, reproduzindo de forma parcial os argumentos de José Serra e do PSDB para a população em geral, com um claro interesse em blindar este político para que ganhe as eleições de outubro.
- A mídia que nós mesmos produzimos através de nossas fotos digitais, nossas filmagens amadoras e textos publicados na internet, que relatam o que a Rede Globo e a Folha não dizem, tem muita importancia para nossa luta e o nosso movimento. Assim foi com a denúncia de infiltração da P2, serviço secreto da PM, na passeata que acabou em conflito no Morumbi, denuncia que foi feita no site mídia independente (onde qualquer um pode postar textos , vídeos e fotos). Todas essas informações espontâneas e contra-hegemônicas que circulam por infinitas listas de emails , blogs gratuitos e redes sociais, como orkut, twitter e etc, podem muito bem contrabalancear os poderes das mega-corporações empresariais de jornalismo, que não passam de locutores da FIESP e do seu braço político, o PSDB, do capital financeiro internacional e dos latifundiários do agronegócio, como a familia Cutrale, que tentara difamar a luta por justiça social do MST em 2009, em rede nacional. Dizem que Obama ganhou as eleições devido a internet através de todos estes recursos, se isso for real, podemos sim quebrar o monopólio da Globo e de qualquer corporação midiática em favor de nossas lutas e do nosso movimento de resistência.
A Assembleia dos Professores
- Seguimos em passeata até a Praça da República, onde foi realizada nossa Assembleia , e ali foi decidida a continuidade da GREVE e a próxima assembleia com data para a próxima quinta, dia 8 de abril, quando completamos um mês deste movimento. Foi aprovado que os grevistas não sairão de frente da Secretaria da Educação até que sejam abertas as negociações. A CUT, segundo o CER realizado na parte da manhã, convocará outros movimentos e greves em diversos setores onde atuam. A passeata no dia 8 de março, sairá novamente do MASP e seguirá em direção à Praça da República. Ao final da Assembleia chegou notícia que o caminhão de som teria sido liberado devido a uma liminar judicial.
27 de mar. de 2010
Polícia Militar agride Professores no Morumbi
Ao contrário do que foi divulgado por alguns jornais, a passeata dos professores sequer chegou próximo ao Palácio dos Bandeirantes. Alguns professores acabaram machucados por balas de borrachas e intoxicação por gás lacrimogêneo.
A próxima Assembleia será na Avenida Paulista, às 15 horas do dia 31 de março, quarta-feira.
Serra justifica, com sua ditadurazinha civil e neoliberal, seu mais novo apelido, "PinoSerra". Hoje já não temos o AI- 5, mas somos obrigados a conviver com o corte de salários de professores grevistas (fato que nem na época de Quércia, e de Fleury, o carrasco do Carandiru, acontecia).
Fotos de Marcos Ruívo e Alessandro Zapa, militantes da ASS.
24 de mar. de 2010
Repressão em Franco da Rocha
Quatro professores foram presos em Franco da Rocha em manifestação que pedia abertura de negociação com o governo. O fato ocorreu em um evento onde José Serra inaugurou mais uma obra inacabada. O ato ocorreu com cerca de 60 professores que foram protestar na inauguração de um "centro de atenção à saúde mental". 21 de mar. de 2010
Dia 26 é no Palácio dos Bandeirantes
obs. No dia 19 o espaço aéreo continuou fechado para os helicópteros da imprensa, exceto para a aeronave da polícia militar.
(Fotos Alessandro Zapa)
18 de mar. de 2010
Informes da Greve
- Nossa greve foi reconhecida como "legal" pelo STF.
- Serra tem a maior cara de pau de lançar sua campanha presidencial baseada no emprego, depois da demissão de milhares de professores da rede estadual de ensino de São Paulo em 2010.
- Reportagem da Folha de São Paulo de ontem, 17 de março, afirma que Serra está deixando o governo, mas que a adminstração continuará blindada para que não ocorra descontinuidade de sua adminstração, essa blindagem também deve incluir a censura imposta pela grande mídia partidária do PSDB, à greve dos professores .
- Em São José dos Campos o Jornal Valeparaibano agindo de má fé teve a coragem de dizer que a manifestação regional só tinha alunos, quando na verdade haviam apenas 5 alunos no meio de 200 professores na ultima quinta-feira.
- A sociedade só vai saber da greve quando os alunos voltarem para casa.
- Ainda sem sinal de negociação, o Secretário da Educação de São Paulo é convidado a comparece em audiência na Assembléia Legislativa de São Paulo que discutirá o movimento grevista dos professores, na próxima terça-feira, 23 de março.
17 de mar. de 2010
Observatório da Imprensa
A matemática da greve
Por Gabriel Perissé em 16/3/2010
A greve de 2008 foi assim: na passeata realizada na Avenida Paulista no dia 20 de junho, o Sindicato dos Professores (Apeoesp) afirmou que havia 60 mil pessoas reunidas, ao passo que a Polícia Militar contou apenas 8 mil. Uma semana depois, outra vez os professores em protesto. Para a Apeoesp, de novo 60 mil manifestantes. Para a Polícia, 6 mil grevistas. Dia 13 de junho, quando deflagrada, a greve levara 30 mil pessoas às ruas da capital (versão Apeoesp)... ou cerca de 5 mil professores (versão Polícia Militar).
No dia 12 de março, sexta-feira passada, os docentes saíram da sala de aula e voltaram para a Avenida Paulista. E a dissonância numérica se reproduziu. A Apeoesp dizendo que 75% da categoria aderira à paralisação e que na manifestação daquela sexta-feira havia 40 mil pessoas. A Secretaria da Educação contesta, divulgando que somente 1% dos professores da rede estadual estava parado e que, na Paulista, no máximo 12 mil pessoas estavam ali com suas... inúteis reivindicações. (Sugestão: que as próximas manifestações se realizem num estádio de futebol; quem sabe a mídia consiga saber exatamente quantas pessoas estarão ali presentes.)
Em seu artigo de 09/03 na Folha de S.Paulo, "Uma greve contra os pobres", Gilberto Dimenstein apresenta a greve como revolta egoísta de servidores preguiçosos. Não percebe o que está em jogo. Os professores da rede estadual se cansaram de ser tratados como profissionais de segunda categoria, como os eternos culpados pelos fracassos da escola, para os quais, na verdade, concorrem diversos fatores. Mas o governo Serra não deseja negociar. O modo como a Educação em São Paulo está sendo conduzida rejeita questionamentos. O professor não tem alternativa: ou aceita ou desce.
O secretário da Educação Paulo Renato Souza é economista, mas não sabe calcular. Aplicar na Educação o menos com menos dá mais, multiplica os problemas. Depreciar os professores, grave erro de cálculo.
13 de mar. de 2010
A GREVE CONTINUA !
Em assembleia realizada no vão livre do MASP, dia 12 de março, os professores decidiram continuar o movimento grevista até que o governador José Serra negocie nossas reivindicações. A assembleia logo se transformou em uma megapasseata que por volta das 16:30 saiu pela Avenida Paulista em direção à Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, na Praça da República.




